
Lançamento do aparelho com a marca da Barbie e dos carrinhos Hot Wheels renova a discussão.
Já chegaram às lojas os celulares da Barbie e do Hot Wheels, lançados por uma parceria entre a fabricante de brinquedos Mattel, a empresa de telefonia móvel Sony Ericsson e a rede de lojas C&A. Os aparelhos, que vão custar R$ 299, são o maior lançamento de um produto do gênero destinado às crianças no Brasil. Com a expectativa de atingir um público de 7 a 12 anos, a iniciativa retoma a dúvida: será que crianças dessa idade devem usar celular?Para a psicóloga do Instituto da Criança Deborah Patah Roz, a resposta é não. “É um excesso, um exagero”, diz ela, que não acredita no argumento de que, nas grandes cidades, o celular é um item de segurança. “A criança pequena não fica circulando por aí sozinha. Não é a conduta que a classe média adota no Brasil”. Para a especialista, o celular começa a ter alguma utilidade quando a criança fica mais velha e já começa a ser mais independente, ir sozinha para algum evento.
“Crianças são presas super fáceis dos apelos da propaganda”, diz Deborah. “Não entendem direito que tem um custo, mesmo se o celular for pré-pago.” Além disso, a possibilidade de falar com os pais a qualquer momento pode ser um problema. “Se os pais atrasam cinco minutos para buscar na escola, a criança liga. E assim nunca aprende a ligar com a própria ansiedade, com os próprios medos. Não há tempo para isso”, afirma. Segundo ela, esse imediatismo pode deixar a criança mais dependente e dificultar seu aprendizado em lidar com frustações.
A psicopedagoga Maria Cecilia Gasparian ressalta que a maneira de usar o celular é o mais importante. “Não adianta ir contra o progresso”, diz ela. “Não dá para cercear, pois senão a criança crescerá alienada”. Levar para a escola, por exemplo, não pode. Se levar, tem que ser desligado. “E se a criança desobedecer, tem que tirar o telefone dela”, diz. Tudo deve ser combinado antes com a criança, as regras devem ser claras.
Maria Cecilia ressalta que, mal utilizado, o celular pode trazer problemas, sim. “A criança, sozinha, não tem maturidade para lidar com um aparelho desse tipo. Não é um brinquedo”, diz. Ela ressalta que a criança pequena, muito provavelmente, vai usar pouco o telefone para ligações. “Liga para a avó, para a mãe, mas não tem muito com quem falar”. O celular pode ajudar quando os pais precisam se comunicar com as crianças, por exemplo, se alguma emergência impede que a mãe vá buscá-la na escola, dá pra ligar e avisar que é o avô quem irá pegá-la, por exemplo. Também dá pra ligar para avisar que está indo buscar em uma festinha na casa de um amigo, por exemplo.
Os celulares da Barbie e do Hot Wheels têm todos os recursos de um aparelho para adultos: fotos, mensagens de texto, joguinhos. “Elas não querem um celular de criança, querem o produto igual ao da mãe”, diz Flávia Molina, diretora de marketing da Sony Ericsson. “Não estamos criando uma demanda”, diz Erika, da Mattel. “Ela já existe. É a realidade das grandes cidades”. Cabe aos pais decidir se tudo bem a criança ter um celular ou se é melhor esperar. Na dúvida, o melhor é usar o velho e confiável bom senso.
Fonte: Revista Crescer


































Sou mãe e tenho uma opinião, criança não tem nada que ter celular.
Em primeiro lugar, não é ítem de segurança, é chamariz.
Depois: mãe ligar para avisar que vai demorar para chegar na escola? Ai, gente? QUe escola é essa que não tem telefone para a mãe comunicar seu atraso?
Onde vai uma criança que precisa ser achado?
Gente, tá todo mundo louco, criança presisa ser cuidada, precisa ser acompanhada, precisa aprender as regras da família, o celular é o transgressor de regras, qualquer coisa é só ligar?
Sou contra, não acho saudável, que raio de necessidade é essa?
Sou mãe e totalmente contra criança usar celular, assim como varios outros itens!
Celular é artigo de adulto que necessita do aparelho para avisos rápidos e emergencias!
A criança anda acompanhada dos pais e se quer falar com algum coleguinha tem o telefone residencial para ser utilizado com moderação e previo aviso, isso alem de ter um significado imediato, ensina a criança quem manda na casa, criando o respeito para com os mais velhos,que muitas vezes falta nos dias de hoje!
Há tempo para ser criança e a vida inteira para ser adulto!
A criança deve ser educada desde cedo para controlar seus instintos de consumismo o que a tornará uma pessoa mais equilibrada.É essa propaganda dessacelerada que abusa do poder inresponsavel de algumas pessoas,que gera violencia,e o desejo abusivo de ter não apenas um celular,mais também o que não está ao seu aqlcance.sou contra.
Que bom saber que há pessoas com bom senso!
Também não compreendo esta gente que põe aparelhos potencialmente (em todos os aspectos) perigosos nas mãos dos seus próprios filhos – aonde estarão os neurónios destes progenitores? A informação existe e está disponível, mas a maioria do povo é retardado mental – dá-se tudo à criancinha, menos o mínimo de educação!
Tenho visto petizes de 4 anos com os seus próprios telemóveis; para além dos malefícios para a saúde física vem, por acréscimo, toda uma gama de problemas mentais e sociais!
Obrigada pelo tema!
Esperança Melo
Sou filha e digo: Criança tem que ter é brinquedo , não celular
Celular é pra emergências, brinquedo é pra crianças
Se elas querem ter o que as mães tem, dá uma réplica que seja pra brincar, ora bolas
Esse mundo tá tão capitalista que até as crianças quererm que tenha celular, pelo amor de Deus, esse mundo tá perdido ¬¬”
[...] Celular é coisa pra criança? [...]