
A Justiça de Goiás condenou nesta segunda-feira os envolvidos no crime de tortura contra a estudante L., de 12 anos, que, ao longo de dois anos, sofreu as brutais agressões na casa onde vivia. A empresária Sílvia Calabresi Lima, responsável pela criação de L. e pelas sessões de espancamento, ficou com a pena mais pesada: 14 anos, 11 meses e 5 dias de prisão, em regime fechado. A doméstica Vanice Maria Morais, acusada de ajudar Sílvia na tortura, foi condenada a 7 anos e 11 dias de detenção, também em regime fechado.O juiz José Carlos Duarte, da 7ª Vara Criminal, considerou que Vanice Maria, a princípio, cumpria ordens, mas depois começou a agredir a menina por conta própria, longe dos olhos da empresária. Também o marido de Sílvia, Marco Antônio Calabresi, foi considerado culpado por ter se omitido diante do sofrimento de L.. Antônio Calabresi recebeu a pena de 1 ano e 8 meses de reclusão, mas, por ser primário e ter bons antecedentes, foi convertida em prestação de serviços à comunidade. O filho de Sílvia, Thiago Calabresi Lima, que também havia sido denunciado pelo Ministério Público (MP) por omissão, foi absolvido.
L. Soube nesta segunda-feira mesmo da decisão da Justiça e considerou a pena leve. A menina afirmou achar que Sílvia ficará presa por pouco tempo e teme que ela a procure depois que sair da cadeia. A garota vive hoje num refúgio do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), onde ficará até agosto, quando o Juizado da Infância e Juventude de Goiânia decidirá se a guarda ficará com o pai ou com a mãe (eles são separados). L. está no Cevam desde que foi encontrada pela polícia, depois de uma denúncia anônima, amarrada e amordaçada no apartamento de Sílvia, num bairro nobre da capital goiana.
No depoimento à Justiça, a menina afirmou que teve a língua cortada com alicate, os dedos golpeados com martelo e fechados nas frestas das portas e era obrigada a ficar vários dias sem comer. A estudante também disse que foi sufocada com saco plástico e ainda era obrigada a fazer todo o serviço da casa, sem receber nada por isso. Exames feitos pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontaram lesões permanentes na vítima.
Fonte: Portal Uai


































Na minha opiniao a pena e muito leve,merecia muitos mais, PERPETUA.Qualquer adulto que faca este tipo de violencia sobre uma crianca nao deve misturar -se com seres humanos,deve viver numa cadeia.Mas uma vez que levou 14 anos e 11 meses ,o minimo que se pode fazer por essa crianca e que essa senhora cumpra a pena na integra.Que justica seja feita ja que a menina fica com lesoes para o resto da vida e isso ninguem lhe da de volta.
Essa pena tá muito leve mesmo, devia ter perpétua, ou deviam ressucitar o Código de Hamurábi