Mãe e tia da menina Ivete de Souza, morta em 2003 num suposto ritual de magia negra, foram condenadas a 32 anos e sete meses, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri de Bom Jesus da Lapa. Ildenícia de Souza, 32 anos, a mãe, e Eliete de Souza, 24 anos, a tia da garota, foram condenadas por homicídio qualificado e por participação em estupro e atentado violento ao pudor contra a criança, que à época tinha apenas 2 anos.
O crime aconteceu em 1o de setembro de 2003, no município de Serra do Ramalho (a 845 km de Salvador), após seis dias de torturas. O co-autor do crime, o padrasto da criança, Josivaldo Ferreira dos Santos, continua foragido. A versão apresentada pelos acusados é de que eles faziam um “tratamento” em um ritual de magia negra.
O crime chocou a comunidade da cidade situada no oeste baiano. A vítima foi estuprada e queimada pelo padrasto, sofrendo rompimento de órgãos. A polícia chegou aos três acusados depois de uma denúncia dos atendentes do posto médico local, para onde a menina foi levada sem sinais vitais. Os maus-tratos foram praticados no bairro de Agrovila II.
Ivete apresentava dilaceração da região genital e queimaduras nas mãos, abdômen e em volta da boca, provocadas por combustão de álcool. Ao ser detido, o padrasto confessou o crime, apontando a mãe e a tia da menina como co-autoras – embora elas tenham negado a participação nas sessões.
No barraco onde moravam, a polícia encontrou colares de contas coloridas, velas e vestimentas usadas nos rituais. Residindo há dois meses na casa de Ildenícia, Santos alegou que havia um feitiço contra a mulher feito pela avó de Ivete e que a maldição havia recaído sobre a criança.
Ivete sofreu mordidas na mãos e, para ocultar as marcas, Santos a queimou usando álcool. Depois de estuprada e de ter órgãos rompidos, a menina começou a apresentar inchaço no abdômen. Como Ivete passou a não responder aos estímulos, a mãe resolveu levá-la ao posto de saúde, onde já chegou morta.
FONTE: CORREIO DA BAHIA


































A menina foi torturada com requintes de crueldade, com mordidas e queimaduras durante seis dias, estuprada, e depois assassinada. Duas culpadas já estão pagando pelo crime; o outro culpado vai ter sua vez de pagar também, e bem caro.