
Lançamento da mobilização estadual contra a exploração de menores e a violência doméstica será nesta quinta-feira, na BR-040
No ambiente enfumaçado do bar, a menina de corpo delgado e saia curta circula como se pedisse ajuda. Só encontra mesmo o batom vermelho dentro da bolsa e, com ele, escreve no espelho do banheiro a palavra socorro e o número de um telefone para denúncia. Um segundo depois, sentada num banco diante do balcão, aproveita o guardanapo para reforçar o clamor, que ninguém escuta. Na terceira tentativa, à beira da estrada, a garota entra num carro e traduz sua desesperança em letras de fôrma, no pára-brisa embaçado pelo frio da noite. De volta para casa, com uma boneca quebrada nas mãos, o grito preso na garganta marca, desta vez, a ferrugem de um tambor esquecido num canto.Com estas cenas dilacerantes, interpretadas por uma menina de 9 anos e pontuadas pela canção Socorro, de Arnaldo Antunes e Alice Ruiz – “Socorro! Alguém me dê um coração, que esse já não bate, nem apanha. Por favor! Uma emoção pequena…” –, o governo de Minas lança, quinta-feira, às 11h, no Posto Chefão, na BR-040, na saída para o Rio de Janeiro, a campanha Proteja nossas crianças, considerada a maior iniciativa no país de combate à violência doméstica e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Para sensibilizar a sociedade e estimular a denúncia, pelo telefone 0800-31-1119 (das 8h às 22h), o mesmo destacado no filme publicitário, a ação, desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e Conselho Estadual dos Direitos Humanos, será veiculada nos meios de comunicação e terá blitzes em todo o estado, placas nas estradas, distribuição de cartazes, folhetos explicativos e outras medidas, como fortalecimento dos conselhos tutelares e encaminhamento ao trabalho.
O investimento é de R$ 26 milhões, sendo R$ 5 milhões específicos para combate ao trabalho infantil. “Estamos fazendo um apelo para que todos participem, pois apenas políticas públicas não resolvem a situação”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Custódio Mattos, ao anunciar a campanha, no ar a partir da noite desta quinta-feira. Daqui a um mês, um novo filme, Cicatriz, mostrará o sofrimento de jovens e adultos que ficaram marcados, em casa, por água fervente despejada por uma avó, queimaduras de cigarro feitas pelo padrasto e flagelos impostos por outros parentes.
CRUZADA No ranking nacional de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes, Minas, dono da maior malha rodoviária federal do país (14,1 mil quilômetros), apresenta 290 pontos críticos ou um a cada 48,8 quilômetros. O campeão é o Distrito Federal, que, embora com 43 pontos críticos, tem 4,77 por quilômetro de rodovia. Segundo Mattos, um levantamento feito em 21 cidades mineiras apontou 3.028 meninas e meninos em situação de rua. “Vamos atuar na prevenção, no combate e no apoio com uma ação sistemática de repressão. Para isso, é fundamental a atuação dos conselhos tutelares, cujos integrantes vão receber treinamento mediante recursos transferidos pelo governo estadual. O nosso compromisso é zerar esta situação e sabemos que é uma tarefa para muitos anos”, explicou Mattos.
O subsecretário de Direitos Humanos, João Batista de Oliveira, destacou que a família é o foco da campanha. “Queremos que as pessoas denunciem, para que este tipo de crime acabe. Sem a denúncia, não se pode fazer nada. Por isso, conclamamos toda a comunidade.”
Na campanha, o governo tem a parceria de setores importantes para solução do problema, como as federações mineiras das Empresas de Transporte de Cargas (Fetecemg), de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Fhoremg) e Polícia Rodoviária Federal. Participam também da cruzada a Assembléia Legislativa, Associação Comercial de Minas (ACMinas), Federação do Comércio (Fecomércio), Defensoria Pública/MG, Clube de Diretores Lojistas, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Crianças e do Adolescente, Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Federaminas), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), PUC Minas, Procuradoria-Geral de Justiça, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Minaspetro) e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais.
Fonte: Portal Uai


































eu tenho tentado fazer uma denuncia e nao tenho conseguido e aqui na cidade de pranchita parana crianças trabalhao em bar e em hotel servindo bebidas alcoolicas
o conselho tutelar daqui nao faz nada
aqui a cidade e comandada so por pessoas q tem dinheiro eu sou jogador de futboll aqui tentei colocar um projeto social e educativo aqui + nao tive apoio de ninguem aqui eles preferem explorar do quer fazer algo pelos jovens aqui tudo acontesse aqui e uma cidade de pouco + de 5 mil habitantes
ai esta meu imail se podermos fazer algo para q a realidade dessa cidade mude eu conto com voceis