SÃO PAULO – O Cipoi (Centro Integrado de Pesquisas Onco-hematológicas na Infância), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), conseguiu diminuir de 25% para 1,8% a taxa de mortalidade infantil na região de Campinas.
Segundo a coordenadora do Cipoi, Silvia Regina Brandalise, o índice foi atingido em 15 anos de triagem junto ao departamento de pediatria da Unicamp. Para a especialista, a solução para reduzir os riscos de morte das crianças, principalmente as vítimas de doenças calciformes, está no bom atendimento pediátrico e não no encaminhamento das crianças ao hemocentro.
De acordo com ela, a atenção à criança deve ser dada pelo próprio pediatra, que cuida das vacinas e da puericultura. No sábado, durante o evento que celebrou o “Dia Mundial das Hemoglobinopatias” em Campinas, a médica informou que, segundo o Ministério da Saúde, a cada ano, 3.500 crianças nascem no Brasil com doenças falciformes.
O Cipoi, que faz cinco mil testes do “pezinho”, com aconselhamento genético, por mês, atende entre 60 e 80 crianças com doenças falciformes por ano. A doença falciforme acometem pessoas da raça negra e, segundo a médica Brandalise, é a doença genética de maior alcance e mortalidade do mundo.
FONTE: O GLOBO ONLINE

































