
Carolina Duarte Wagner, 21 anos, Vanessa Córdova, 17, Jéssica Paola da Silva, 20, e Anne Antunes, 14 anos. Todas elas têm uma coisa em comum: vão comemorar o Dia das Mães com os filhos! As gurias são muito novas ainda e já passam pela experiência de ser mãe. Gravidez na adolescência não é fácil. Ter um filho na fase que surgem as dúvidas e as mudanças no corpo exige “na marra” o amadurecimento. Todas elas admitem: Orientação não faltou, foi por descuido mesmo. Hoje, as gurias não sabem viver sem os filhotes e babam por eles só de falar. Leia um pouco da história de cada uma, e veja a expectativa para o Dia das Mães.
“Já tô preparando o lencinho”
Vanessa engravidou por descuido do namorado. Ela conta que a Antonella, de 1 ano e 7 meses, “é um presente apressadinho, mas o melhor que poderia ter ganhado.” É o segundo Dia das Mães que elas comemoram. A Vanessa tá ansiosa pra ver a homenagem, já que a “Tonton” tá maiorzinha. A mamãe fala sobre o que aprendeu com as mudanças.
- Tive muito medo, chorei muito. Eu tava grávida, esperando um bebê, e tinha que me preparar pra isso. Meu pai ficou um mês sem falar direito comigo. Amadureci bastante, criei responsabilidade. A Antonella me ensina muito no dia-a-dia. Me ensinou, principalmente, a reconhecer o que meus pais fizeram e fazem por mim. Aprendi a dar valor pra família, pois quando precisei foram eles que me apoiaram, e me apoiam até hoje. Mesmo acontecendo antes do tempo, acho que tudo recompensa sabe? Ser mãe, independente da idade, é uma bênção.
“Tive que crescer e não tava preparada pra isso”
A mãe da Camille, de 1 ano e 1 mês, Anne, engravidou de um cara, na época casado, quase 10 anos mais velho que ela. Ele sumiu sem registrar a filha e sem conhecê-la. Aborto? Anne “não faria mesmo”. Ela conta que a cobrança foi grande, e admite que o primeiro contato com a filha foi estranho.
- Eu até digo que não sofri tanto preconceito quanto esperava. Na escola, no começo, as pessoas demoraram a se acostumar, mas depois todos faziam carinho na minha barriga. O mais difícil foi que eu tive que crescer e não tava preparada pra isso. As pessoas me cobravam atitudes de adulta, e nem sempre eu consigo agir assim. Tenho 14 anos, sou mãe, mas tem muita coisa que tenho que aprender ainda. Acho que, principalmente, hoje eu ouço mais os meus pais. Penso antes de fazer as coisas. Eu amo ela incondicionalmente e não me imagino sem ela. Seria uma pessoa incompleta. Me orgulho de ve-la acordar, sorrir e dormir sorrindo, sempre.
“Me senti muito mãe”
A Jéssica, mãe do Kauã, de 2 anos, conta que deu pra mãe o melhor presente de aniversário: teve o filho no dia do nascimento dela.
- Tive o Kauã de parto normal, e pode ter certeza que é a melhor coisa do mundo, a melhor dor. Me senti muito mãe – conta Jéssica.
Pra ela, o mais dificil foi o medo de não ter apoio, coisa que precisava e, diz ela, tem até hoje e vai ter sempre que eu precisar.
- Ser mãe só me provou que eu era capaz de amadurecer mais cedo. E fui. Isso sem arrependimentos. Amo meu filho mais do que tudo. Fiquei grávida não por descuido, pois sabia muito bem o que tava fazendo. Acredito que o Kauã veio na hora certa. Pra uns eu era e sou muito nova, mas não me importo. Jamais pensei em abortar. Acho isso a coisa mais irresponsável e insensível do mundo. Tive que parar de estudar, mas corri atrás depois. Tem que ter força de vontade!
E expectativa para o segundo Dia das Mães…
- É grande. Tanto pra mim quanto pra ele, que agora já entende bem o que tá acontecendo. Com apenas dois anos me convida pra ir no shopping pra comprar meu presente!
“Nada é em vão”
O ano de 2006 foi marcante pra Carolina. Depois do noivado, ela, na época com 19 anos, decidou não tomar mais pílula anticoncepcional. Por descuido, engravidou. Descobriu que tava esperando um bebê depois de fazer uma cirurgia, já com 8 semanas (dois meses) de gestação. Ela, o noivo e os amigos curtiram a gravidez por um mês, quando sofreu um aborto espontâneo por má-formação do feto.
- Horas antes de perder o bebê, a médica disse: “Não briga com a natureza”, e foi ali que eu vi o que tava pra acontecer. A pior parte de tudo isso foi ver que as pessoas sentiam pena de mim. Nada que me dissessem ia amenizar tudo que a gente (César e eu) tava sentindo. Por um tempo eu evitei falar de bebês e vê-los, mas ao mesmo tempo tinha necessidade de ter um. O sofrimento fez eu desejar mais e mais uma criança. A vontade foi muito grande – conta.
Foi então que Carol engravidou da Beatriz, hoje com 7 meses.
- Tive uma vontade enorme de gritar pra todo mundo que tava grávida, mas resolvi contar só para meus mais, pra não criar expectativa. Acho que tive que passar por isso. Acredito que foi uma missão. Nada é em vão. Amadureci muito, cresci muito. Hoje o assunto é Beatriz, onde eu vou, com quem estou – diz ela. Coisa de Mãe
Toda mãe tem a sua mania. Uma coisinha boba, uma preocupação à toa. Cada uma dá carinho de forma diferente e única.
Toda mãe tem a sua mania. Uma coisinha boba, uma preocupação à toa. Cada uma dá carinho de forma diferente e única.
- Sempre fiz “ataques de beijo” e dei mordidinha na barriguinha da Antonella. Agora ela aprendeu. Quando chega em casa me enche de beijinhos, arruma meu cabelo. Aí eu pergunto “Mamãe tá bonita, Tonton?”, e ela diz “é” – conta Vanessa.
- Acostumei a Beatriz a dormir abraçada num bichinho. Quando dormimos juntas, dormimos de mãos dadas – diz Carol.
- Quando era menorzinha eu ensinava toda hora pra ela “Cadê o nenê?…Achoo!”, e ela faz até hoje. O que eu faço agora, mas às vezes nem me dou conta, é ficar dizendo “Mille, fala mamãe, mamãe”, e ela “Ma?” – conta Anne.
- Não existe melhor companhia pra ver um desenho ou dormir um soninho bem juntinho, é sem dúvida a melhor coisa – afirma Jéssica.
FONTE: SITE KZUKA


































Realmente existem inumeras maneiras de se evitar q isso aconteça , acho q ter antes de ter uma estabilidade pra dar uma vida melhor pro filho é irresponsabilidade, mas agora que tem que arcar com as conseq6uencias, naum se pode chorar pelo leite derramado .Abraços
ola!
gostei muito do texto sobre gravidez na adolescência.
eu estou a fazer um trabalho final de curso sobre gravidez na adolescência e tenho um blog sob o assunto:
http://arriscarsermaenaadolescencia.blogspot.com
agradecia se visitasse e comentasse o meu blog.
liliana