Em 2007, o Disque-Direitos Humanos recebeu 324 denúncias em MG, quase uma por dia. Encontro que será realizado hoje na capital objetiva incentivar denúncia.
Quase um caso diário de abuso ou exploração sexual foi registrado pelo Disque-Direitos Humanos do Estado durante o ano de 2007. Ao todo, as denúncias chegaram ao número de 324 no ano passado. As ocorrências dos dois primeiros meses de 2008 já somam 41. Esse tipo de abuso será tema de um encontro a ser realizado hoje, na capital.
O evento é organizado pela ONG Oficina de Imagens com patrocínio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Além de fomentar a discussão sobre a política voltada para enfrentamento do problema, a intenção é incentivar as denúncias.
De acordo com a coordenadora especial de política Pró-Criança e Adolescente da Sedese, Fernanda Flaviana Martins, as denúncias ainda são tímidas diante da relação de casos. “A omissão diante de uma violência à criança e ao adolescente pode gerar novos abusos e até levar à morte. Sabemos que existe tabu e medo da exposição ao fazer a denúncia, mas ela pode ser feita de maneira sigilosa”, disse.
Apesar de a ocorrência não distinguir classe econômica, a população mais vulnerável financeiramente é aquela que detém o maior percentual de casos. “Outro desafio que temos é chegar aos registros das classes média e alta. Aí, a situação fica muito restrita a quatro paredes”, analisou Fernanda.
Junto com a denúncia, ter garantias de um atendimento psicológico para o violentado é vital, segundo a delegada Andréa Alves, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). “As conseqüências são muitas na vida da vítima. Percebemos quadros de depressão, tentativas de suicídio e fugas constantes de casa. Isso sem contar com os riscos físicos, como a exposição a doenças sexualmente transmissíveis, . A assistência psicológica minimiza esse quadro”, disse.
Fonte: Jornal O Tempo





































