
Um dos mais graves problemas da gravidez na adolescência é a evasão escolar. Cerca de 25% das meninas que se descobrem grávidas interrompem os estudos – e nem sempre retornam à escola, segundo Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, centro de estudos da sexualidade humana. “Num universo em que a mulher é arrimo de família a sobrevivência pode ficar prejudicada”, diz Maria Helena.
Fora da escola, não há como competir no mercado de trabalho, a pobreza aumenta e se avolumam os problemas. Nas famílias com mais posses, os prejuízos são outros. “Mas em todos os casos a menina precisa dar um tempo em seu projeto profissional“. ” No Brasil, em 28% dos partos que ocorrem no SUS as mães têm entre 10 e 19 anos.
Uma pesquisa de 2001 da Unesco sobre sexualidade e juventude revela que a idade média da primeira relação é de 14 anos (meninos) e 15 (meninas). A idade média da primeira gravidez é de 16 anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que das 17.491.139 adolescentes de 10 a 19 anos, 1.375.044 já engravidou pelo menos uma vez. De 10 a 14 anos chegam a um total de 36.850. De 15 a 19 anos, 1.338.194.
Em 2000, no Brasil, segundo os dados do IBGE, para cada grupo de 1000 mulheres de 15 a 19 anos de idade, mais de 90 tinham pelo menos um filho. Em 1980, essa taxa era de 80. Na Região Norte, em 1980, para cada grupo de 1000 mulheres de 15 a 19 anos quase 130 delas já haviam tido pelo menos um filho. Embora a gravidez na adolescência seja um dos motivos da evasão escolar entre as meninas, muitas das jovens já estavam fora da escola quando engravidaram, segundo o estudo de Maria José.
Há ainda outra questão, que é a reincidência da gravidez. A probabilidade de acontecer é bem alta, já que a fertilidade entre adolescentes é maior.
Fonte: Paraiba.com.br

































