
O bebê David, de 10 meses, morreu na madrugada de ontem depois de colocar na boca um pedaço de brinquedo
O bebê David, de apenas 10 meses, morreu por asfixia na madrugada de ontem depois de engolir uma pequena peça metálica de um brinquedo. Ele estava em casa com os pais, no bairro Camargos, em Contagem, na região metropolitana da capital, quando o brinquedo se desfez e parte ficou alojada entre sua laringe e a traquéia. Sem saber o que fazer, os pais o levaram para o Hospital Soccor, em Belo Horizonte, onde ele teve uma parada cardiorrespirátória, mas chegou a ser reanimado. A criança foi levada de ambulância em estado grave para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), onde acabou morrendo.
O caso serve para que pais e responsáveis fiquem alertas para o tipo de brinquedo que é apropriado para cada idade, especialmente nessa época do Natal, quando a oferta dos produtos aumenta. Neste ano o HPS, referência no Estado no atendimento de emergência, já atendeu 2.655 crianças (0 a 12 anos) com complicações desse tipo.
Este é o primeiro óbito registrado no hospital em 2007, mas o segundo acontecido na capital. Segundo o pediatra e endoscopista Paulo Bittencourt, o número desses atendimentos vem diminuindo nos últimos três anos, mas a situação ainda é muito preocupante, principalmente porque os pais não sabem as providências que devem tomar nesses casos e muito menos as manobras caseiras (ver quadro) que podem fazer para evitar uma tragédia. Eles devem ser ensinadas aos pais pelo pediatra na primeira consulta do bebê.
“Fizemos tudo o que podíamos para tentar ressuscitar a criança, mas ela chegou com parada cardiorresoiratória, praticamente morta. Mas era muito nova, o que dificulta muito o trabalho, já que as vias aéreas são muito pequenas ainda. Quando chega aqui respirando é muito difícil perdermos”, disse. O médico explica ainda que o fato de a criança estar respirando é fundamental para que a anestesia seja dada e se possa fazer a broncoscopia, o que não pode ser feito em David.
Tamanho e idade
O risco de morte em crianças com idade inferior a 1 ano é maior e até um objeto de 1 cm pode levar ao óbito. Segundo Bittencout, é o tamanho da peça ingerida e a idade da criança que muitas vezes definem se o paciente vai sair com vida durante um caso de asfixia. A relação se dá devido ao tamanho das vias áreas, sendo que o brinquedo pode parar na laringe e na traquéia. Quando o objeto vai direto para o pulmão ou esôfago, também há tempo de salvar a vida da criança e adultos.
Ele ressalta que a criança tem um poder de sucção muito grande e, muitas vezes, ao invés de o objeto ser engolido, acaba indo direto para a laringe ou traquéia; quadro difícil de reverter e muitas vezes fatal. Os pais devem estar atentos a tudo. É importante saber que, se a criança estiver respirando, o ideal é que seja levada para o hospital. Não é apropriado tentar retirar o objeto com os dedos. Isso pode provocar uma obstrução total de um quadro parcial.
Grãos
Os casos mais comuns no HPS são de crianças que engoliram moedas e partes de brinquedo e objetos escolares. Na semana passada uma criança de Itaobim chegou ao hospital com um grão de feijão no pulmão. No último sábado, um menino aspirou uma agulha. Grãos como milho, amendoim, pipoca também oferecem risco grave. “Esse tipo de alimento é proibido para crianças até quatro anos porque ainda não tem dentição forte para mastigar”, explica.
A morte de Davi é a segunda registrada em Belo Horizonte, este ano, por ingestão de objetos estranhos e aponta para o risco ao qual as crianças estão expostas todos os dias. O primeiro caso aconteceu no último mês de agosto, quando um menino, também de 10 meses, engoliu um imã de geladeira. Ele também chegou a ser atendido no HPS, mas o óbito foi registrado na Policlínica de Venda Nova.
Ipem já recolheu 18 mil brinquedos irregulares
O Instituto de Pesos e Medidas de Minas Gerais (Ipem/MG) já apreendeu 18 mil brinquedos com problemas este ano, o que representa 0,6% dos 3,24 milhões das unidades fiscalizadas nas 6.500 lojas do Estado. Em 2006, cerca de 0,5% dos produtos testados apresentou defeito ou não cumpriu as normas de comercialização, entre eles muitos produtos vindos ilegalmente de fora do país.
Para reverter o quadro, o Instituto Nacional Metrologia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) mudou, desde agosto deste ano, o sistema de certificação dos produtos.
Agora, todos os brinquedos importados precisam passar por testes em laboratórios brasileiros antes de chegar às prateleiras, mesmo que a análise tenha sido feita em seus países de origem.
Problemas
Segundo o gerente de fiscalização e verificação compulsória do Ipem, Raimundo Mendes da Costa, não foram registrados durante as fiscalizações casos de brinquedos que de desfaziam. “Este ano tivemos dois casos graves. Um foi na fabricante Mattel e na estrangeira Bindeez, que colocou no mercado tintas com metais pesados”, lembra.
No caso da Mattel, um dos brinquedos irregulares tinha um ímã pequeno que se soltava facilmente, o que expunha as crianças a riscos. Os produtos foram recolhidos das prateleiras das lojas.
Bebê estava com o brinquedo do irmão mais velho
A morte do menino David deixou desolados os familiares dele. A mãe da criança, a representante comercial Marília Faleiro, 22, contou que, por volta das 20h30, o filho brincava sentado no sofá da casa quando pegou um alicate de brinquedo e conseguiu soltar a peça de outro objeto, colocando-a imediatamente na boca. Ela revelou que o alicate pertence a uma caixinha de ferramentas que o filho mais velho dela, de 2 anos, havia ganhado. Segundo Marília, ela ainda tentou retirar o objeto da boca do filho, colocando o dedo na garganta dele, porém, não conseguiu.
“Assim que ele pegou a peça, colocou na boca. Ainda tentei evitar, mas não consegui porque ele engoliu logo. Depois tentei tirar da garganta dele, mas ele foi ficando vermelho e roxo. Na hora fiquei desesperada e comecei a gritar pedindo socorro”, relembrou Marília. Ela disse que os vizinhos ouviram os gritos desesperados e saíram para ajudá-la.
De acordo com a representante comercial, o marido chegava em casa na companhia do outro filho do casal e, juntamente com um vizinho, levou o bebê até o hospital.
“Foram momentos de desespero. Não tem como explicar”, disse a representante comercial. Apesar de lamentar a morte do filho, chorando Marília disse não pretender entrar com ação contra a fabricante do brinquedo.
“Se fosse a vontade de Deus, Ele tinha trazido meu filho de volta. Infelizmente Ele quis assim. Não adianta, procurar culpados. Isso não vai trazer meu menino de volta”, lamentou emocionada Marília.
Fonte: Jornal O Tempo


































È muito difícil para nós mães,num momento de desespero,conseguir fazer muita coisa no caso de acidentes com nossos anjos!E estas coisas acontecem tão rápido,que realmente na maioria das vezes é impossível impedir que um filho se machuque ou engula algum objeto.Temos que ficar um milhão de vezes mais atentas e praticamente “colar” em nossos pequenos!Pequenos mas que ocupam todo o espaço de nossos corações e de nossas vidas!Eu amo tanto meu filho LUCAS,que mesmo com problemas a vida é bela…
Uma vez meu filho de sete anos agora,mas quando tinha 1 ano e pouco ele colocou uma pedrinha na boca e ficou totalmente sem ar,eu liguei pra meu esposo que o comércio era perto e então de repente meu irmão vinha chegando e ele
teve a ação de chupar a boca do menino,nem isso eu tive,ficava só chorando sem saber o que fazer.Quando a pessoa consegue fazer alguma coisa ainda vai e quando a pessoa fica paralizada,que é o que acontece comigo sempre que alguma coisa acontece com meus filhos.
Realmente é muito difícil ver nosso filho ou filha gritando de dor quando engole alguma coisa.Essa semana minha filha de 10 meses, engoliu alguma coisa pequena, ficou entalada,eu provoquei vômito o que não era pra eu ter feito,ela Vomitou mais eu não olhei o vômito e sai logo pra leva-la ao médico. Na hora do sufoco agente so quer salvar nossos filhos.Levei ela ao hospital do jeito que estava.Fizeram um Raio X e graças a Deus pelo que a médica disse ela ja tinha colocado pra fora e eu não vi,até hoje não sei o que ela engoliu mais seja lá o que foi agradeço a Deus por ela está bem.Ela é muito danadinha e curiosa tudo que ela ver coloca na boca agora vou ficar mais atenta.