Religioso teria dito a menor que relação iria a livrar do mal
As sessões espirituais para o livramento de uma possível “possessão demoníaca” terminaram em acusações de abuso sexual contra um pastor evangélico de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. A vítima é uma adolescente de 16 anos que faz acompanhamento psicológicos. Para a família da garota, o religioso, de 44 anos, aproveitou das condições dela e a seduziu. A história entre a menor e o pastor começou há cerca de dois anos e só chegou ao fim no último mês, após a mãe da adolescente procurar a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e Delegacia de Mulheres da cidade.
O primeiro contato físico entre os dois, conforme afirmou a menor, aconteceu em abril de 2006. Seis meses depois tiveram início as relações sexuais. “Eu ainda era virgem. Ele me fez acreditar que era necessário eu ter relação sexual com ele para tirar o anticristo, o Exu que estava no meu útero”, contou a menina. Segundo ela, tudo o que ele fazia era em nome de Deus.
A menor apresenta no corpo cicatrizes, que indicariam a suposta possessão. Em um dos seios, a menina marcou com faca quente a palavra satã e um pentagrama (símbolo atribuído ao anticristo). Nos braços e pernas, cortes provocados por facas. Para a jovem, tudo fruto da ação demoníaca. A mãe da garota também acredita na influência do diabo sobre a vida da filha e permitiu que o pastor destruísse tudo o que indicaria ser a “porta” para a entrada do mal. De acordo com a mãe da menor seduzida, a filha, que já apresentava crises psicológicas, piorou muito depois que ela passou a ter contato com o religioso.
O pastor é ex-sargento da Polícia Militar, formado em letras e teologia. Ele é ex-policial militar. Ontem, ele disse que tudo não passa de intriga da adolescente e da família dela para prejudicá-lo. O pastor negou também qualquer envolvimento físico com a jovem.
Fonte: Jornal O Tempo

































