
A luta contra a mortalidade infantil teve progressos reais, apesar de desiguais nos diversos continentes, anunciou nesta quarta-feira o Fundo da ONU para a Infância (Unicef).
Segundo a Unicef, a mortalidade infantil atingiu seu menor nível em 17 anos, com o total de óbitos de crianças com menos de cinco anos sendo de 9,7 milhões em 2006, contra cerca de 13 milhões em 1990.
O texto destaca que a Unicef comemora estes “sólidos progressos”, que ocorreram especialmente na América Latina e Caribe, na Europa Central e Oriental, nos países da antiga União Soviética, e na Ásia Oriental e do Pacífico, assim como em muitas regiões da África.
A Unicef destaca que este progresso se deve principalmente à adoção generalizada de medidas sanitárias básicas, como amamentar as crianças nos primeiros meses de vida, vaciná-las contra a rubeola, ministrar complementos de vitamina A e protegê-las da malária com mosquiteiros.
Das 9,7 milhões de mortes entre crianças com menos de cinco anos registradas em 2006, 3,1 milhões ocorreram no sul da Ásia e 4,8 milhões, na África Subsaariana.
Os países da África central e ocidental continuam registrando as mais altas taxas de mortalidade infantil.
Unicef diz que mortalidade infantil caiu 48% em 15 anos no Brasil
O Brasil conseguiu reduzir a mortalidade entre crianças menores de cinco anos em 48% entre 1990 e 2005, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Unicef (sigla em inglês para Fundo das Nações Unidas para a Infância).
A taxa de mortalidade infantil nesta faixa caiu de 59,6 para 31,1 por mil nascidos vivos durante o período.
Segundo o Unicef, isso significa que foi evitada a morte de mais de 20 mil crianças nos últimos cinco anos. Para alcançar a meta do milênio, o Brasil se comprometeu a diminuir a taxa em dois terços até 2015, de acordo com o Unicef.
Fonte: Agência AFP e Folha de São Paulo

































