Esse tipo de violência doméstica faz centenas de vítimas silenciosas. Só a denúncia pode conter este mal.a mesma época em que brincam de boneca, muitas meninas se transformam em brinquedos sexuais de seus pais, tios, irmãos: 70% dos casos de abuso sexual são praticados por familiares. Esse tipo de violência doméstica, que deixa marcas profundas em crianças e adolescentes, é mais freqüente do que se imagina, mas, por incrível que pareça, raramente tem conseqüências para os abusadores. O alvo preferido deles são as meninas, de zero a 14 anos, que, fisgadas pelo afeto, são presas fáceis. Quando pequenas, mal sabem se expressar e, à medida que crescem, confundem carinho com sexo. Mesmo depois de adultas, não conseguem se defender: uma das reações ao abuso é ficar paralisada diante do abusador.
Ao contrário do que se pensa, o abuso sexual não é uma questão restrita às classes sociais desfavorecidas, também ocorre nas classes média e média alta. No Brasil, entre 2000 e 2003, ocorreram 1.565 denúncias, mas a maioria dos casos não chega ao hospital nem à delegacia. ‘Medo, vergonha e preconceito inibem a denúncia’, afirma Dalka Ferrari, do Sedes Sapientae. Além disso, esse tipo de agressão tem uma característica peculiar: ‘Em geral, o abuso sexual doméstico é marcado por comportamentos sedutores e não pela violência, o que oculta os agressores’, ressalta Ana Maria Iencarelli, presidente da Abrapia (Associação Brasileira de Proteção à Infância e à Adolescência).
Não é preciso ter contato físico para invadir uma criança com intenções sexuais. Muitas vezes, o abusador se contenta em vê-la tomar banho, pede que se dispa, que mostre os genitais ou que sente no seu colo. Em outros casos, como os expostos nesta reportagem, não há limites para a perversão dos abusadores. Não são raros os relatos de adolescentes que engravidaram nessas circunstâncias. Como Fabiana Pereira de Andrade, autora do livro ‘Labirintos do Incesto, o Relato de uma Sobrevivente’ (Ed. Escrituras), que teve dois filhos do próprio pai. Hoje, aos 27 anos, ela tenta elaborar o que aconteceu e recomeçar a vida ao lado do marido. Agora espera seu terceiro filho, fruto desse casamento.

‘Até hoje me pergunto por que ninguém me defendia dos ataques do meu pai. Hoje, trabalho para proteger crianças e jovens’
Marisa Mello, 40 anos, pedagoga
Meu pai era contador e minha mãe, costureira. Morávamos na casa da minha avó paterna, num bairro de classe média de São Paulo. Ela era a única que me defendia das investidas do meu pai. Um dia minha avó saiu e ele, bêbado e drogado, me violentou. Eu fiquei muito machucada, mas a única reação da minha mãe foi colocar o marido para dormir na sala. Depois disso, meu pai não me molestou mais sexualmente, mas batia freqüentemente em mim e no meu irmão, seis anos mais novo. Até hoje me pergunto por que ninguém nos defendia.
Aos 14 anos, me casei com um militar, cinco anos mais velho, moço de boa família e sem vícios. Mas logo ele se transformou num marido violento e, repetindo o comportamento do meu pai, me batia muito. Mesmo tendo dois filhos pequenos, eu me sentia tão infeliz que tentei suicídio aos 17 anos. Mas uma vizinha me salvou e, a partir daquele dia, nasceu uma nova Marisa. Criei coragem e denunciei meus pais para o juizado de menores. Aos 18 anos, consegui a guarda do meu irmão caçula e me separei. Comecei uma vida nova e um trabalho social. Montei um grupo de teatro, chamado Parábola, para levar minha mensagem contra a violência doméstica e o abuso infantil a um número maior de pessoas. Depois, me formei em pedagogia com especialização em psicologia. Passei a receber denúncias e encaminhá-las à Justiça, com o objetivo de proteger as crianças.
Logo no início desse trabalho, encontrei quatro meninos em situação de risco. Dois voltaram a viver com os parentes, um morreu e eu fiquei com o Tom, a primeira das 27 crianças que adotei. Me casei de novo, com Edvaldo, com quem descobri uma nova forma de amar, baseada no carinho e no respeito. Ele me fez sonhar de novo e da nossa união nasceu a Priscila, que tem 15 anos. Do primeiro casamento, tenho a Márcia, de 20 anos, e o Marco, de 19. Ao todo temos 30 filhos. Em 1994, a Parábola foi registrada como organização não-governamental e tornou-se referência mundial na área de violência doméstica. Já recebemos e investigamos cerca de 6 mil denúncias de abuso. Oitocentas crianças e jovens receberam tratamento integral ou parcial. Esse trabalho foi a melhor forma de transformar a minha dor.’

‘Só anos depois de sofrer o último abuso, decidi processar meu pai. Isso me fez bem e me ajudou a reconstruir minha vida’
Anahi Guedes de Mello, 30 anos, química
Sou de uma família de classe média de Santa Catarina. Tive uma infância feliz, mas a alegria acabou aos 10 anos, quando meus pais se separaram e a guarda das três filhas foi concedida ao meu pai, que na época tinha 35 anos e era comerciante. Aos 12 anos, aconteceu a primeira manifestação explícita de abuso. Acordei no meio da noite com ele se masturbando na minha frente. Cobri a cabeça, assustada. Quando ele saiu do quarto, percebi o abuso, senti medo e nojo. Antes disso, ele já havia se aproveitado do carinho paternal para passar dos limites nas carícias. Mas eu era pequena e não me dei conta de que aquilo era um jeito de me violar.
Felizmente, meu pai nunca conseguiu ter relações sexuais completas comigo, mas, uma noite, quando eu tinha 17 anos, me agarrou enquanto eu dormia. Estava muito excitado, mas consegui escapar e fugir para o outro quarto. Senti medo, ódio, repulsa, mas fiquei sem ação diante da situação e ele continuou a me fazer carícias e a me molestar de outras formas. Os abusos continuaram até os 22 anos, quando meu pai, por causa de uma crise financeira, mudou-se para o interior de São Paulo. Foi um alívio, mas só em 2000, alguns anos depois de ele ter ido embora, decidi processá-lo, com apoio da minha mãe. Isso faz cinco anos. Talvez não dê em nada, mas entrar na Justiça me fez bem, me deu forças para sair da tormenta e reconstruir minha vida. O abuso deixou marcas profundas, muita tristeza e muita dor, mas não impediu que eu continuasse meu caminho. Hoje, estudo, milito em defesa de pessoas com deficiência e das que sofreram abuso sexual, viajo e cultivo meus amigos.’
O ABUSADOR: FERA DISFARÇADA
‘ NA MAIORIA DOS CASOS, o abusador é um familiar ou tem intimidade com a criança, assim pode agir com liberdade, sem levantar suspeitas. Aparentemente normal, o abusador costuma demonstrar muito afeto, distribuir presentes e doces, para ganhar meninos e meninas, dissimulando suas intenções sexuais. Em geral, usa da sedução e não da violência para conseguir o que quer. Manipulador, joga com o medo, a confusão de sentimentos e a chantagem emocional para não ser delatado.
‘ ESTATÍSTICAS NORTE-AMERICANAS mostram que uma em cada oito crianças sexualmente abusadas repete o comportamento na fase adulta, e assim o ciclo vicioso da violência é perpetuado. ‘Essa é uma das possibilidades para o surgimento dos abusadores, mas não é a única’, diz a psicóloga Dalka Ferrari. ‘Desvios de personalidade, carência afetiva nos primeiros anos de vida, ou relações de dependência extrema com os pais também causam esse desvio de comportamento.’
A VÍTIMA: PRESA FÁCIL
‘ O ABUSO NÃO ACONTECE DE UMA HORA para outra. É algo planejado, com um alvo muito bem escolhido. De acordo com Christiane Sanderson, autora do livro ‘Abuso Sexual em Crianças’ (Editora. M. Books), os meninos e meninas mais propensos a se tornarem vítimas da violência sexual, em geral, são tímidos, solitários, falam pouco, confiam demais nos outros e são inseguros.
‘ QUANDO A AGRESSÃO É COMETIDA por um membro da família, pode se estender por muitos anos. O abusador faz chantagem emocional com a criança, que tem vergonha e culpa -a maioria delas acha que é responsável pelo que está acontecendo. Mesmo depois de adultas, as vítimas não conseguem reagir ao abusador, pois ficam parali- sadas pelo trauma iniciado na infância. Além disso, a mãe pode se tornar cúmplice do abuso, omitindo-se para manter o parceiro ou a estabilidade financeira (como mostra o DVD ‘A Flor do Pessegueiro’, dirigido por Ângela Bastos).
‘ O CICLO SÓ É ROMPIDO QUANDO alguém flagra o abuso ou percebe alterações na criança: dificuldade para dormir, apatia, depressão, baixo rendimento escolar, conhecimento sobre sexo incompatível com sua faixa etária, medo exagerado, problemas de fala, machucados ou sangramentos nos genitais. Uma chance rara é que a criança consiga escapar do abusador ou denunciá-lo a um adulto que leve o caso adiante e possa protegê-la de novos ataques.
CADEIA OU TRATAMENTO?
‘ PROTEGER A CRIANÇA DO ABUSADOR É MAIS IMPORTANTE do que colocá-lo atrás das grades. ‘A prisão não acaba com o problema e ainda é outro fator de desintegração para a vítima e para a família’, diz Leila Negrellos, advogada da Abrapia. ‘Culpa e afeto estão envolvidos, pois o abusador não é um estranho. Mas, diante de qualquer suspeita, a situação de abuso deve ser denunciada. O abusador tem que ser afas- tado da criança e submetido a um tratamento. Sem esse cuidado, pode até deixar de abusar do familiar, mas tende a vitimizar outras crianças, pois é movido por uma compulsão.’
‘ SE A VÍTIMA FOR MENOR DE 14 ANOS E FOR PROVADO qualquer comportamento libidinoso por parte de um adulto, mesmo sem evidências físicas, o agressor é enquadrado no crime de atentado violento ao pudor, podendo pegar de seis a dez anos de cadeia. Dos 14 aos 18 anos é necessária a confirmação de que o abuso se deu com violência e o acusado será julgado por estupro, já que não existe uma legislação específica que proteja os jovens do abuso sexual.
‘ A PRESCRIÇÃO DO CRIME É DE CINCO ANOS. Isto é, se o abuso aconteceu entre os 4 e 9 anos, e a pessoa só fizer a denúncia quando adulta, será tarde demais. A acusação não será aceita, embora a dor do trauma dure para sempre.

‘Depois de sete anos de abuso, consegui escapar do assédio do meu pai’
Márcia Longo, 42 anos, auxiliar de escritório
Quando eu tinha 3 anos, minha mãe teve depressão profunda. Meu pai, que era eletricista, tomou as rédeas da casa e passou a cuidar de mim e do meu irmão de 1 ano. Soube muitos anos depois que, nessa época, minha mãe o flagrou fazendo sexo oral e mexendo nos meus genitais, enquanto me dava banho. Ela ameaçou se separar. Mas, sem apoio da família e sem forças, resolveu deixar as coisas como estavam, pois precisava dele para nos sustentar.
Com 4 anos, meu pai tirou minha virgindade. Lembro de que algo estranho aconteceu, de que fiquei machucada, mas, como eu era muito pequena, as memórias se apagaram. O assédio continuou até os meus 10 anos. Ele só parou quando escapei de mais um de seus ataques e ameacei contar para minha mãe. Mas não foi o fim da tortura. Por mais um ano, meu irmão mais velho me bolinou. Só depois de adulta, soube que minha mãe estava consciente de tudo. Relembrar é doloroso, mas é o único caminho para curar o trauma.
Não posso mudar o passado, mas transformei o presente. Me casei duas vezes, tenho dois filhos lindos e perdoei minha mãe por sua omissão. Tenho um site [www.eumelembro2003.hpg.com.br] e luto para que essa barbaridade não se perpetue e para que as leis relativas ao abuso sexual protejam, de fato, quem precisa delas.’

‘Depois que as lembranças vieram à tona, tive que vencer o pânico e a depressão’
Geisa Paulin-Curlee, 33 anos, veterinária
Venho de uma família de trabalhadores rurais do Paraná e fui uma criança muito tímida e solitária. O primeiro abuso foi aos 5 anos: acordei sentindo meu irmão, 8 anos mais velho, mexendo nos meus genitais. Meu tio também me bolinava. Eu não reagia, pois não tinha capacidade para discernir. Com o tempo, passei a sentir culpa e vergonha. Foi assim até depois de adulta. Sempre, a cada toque, sentia meu corpo paralisado, era incapaz de me mover. Depois, eu entrava em um estado de confusão e desconforto emocional. Duas vezes, os abusos de ambos chegaram a relações sexuais, aos 21 anos e aos 25. Acho que um não sabia do outro. Meus pais nunca desconfiaram e nunca sofri ameaças para ficar calada, mas morria de medo que me castigassem e ignorava que aquilo era abuso sexual.
Só em 2001 essa situação mudou, pois fui estudar nos Estados Unidos. Lá, pela primeira vez, tive um namoro estável e me casei. Fui fazer um seminário sobre crescimento pessoal e as lembranças do passado vieram à tona. Só então vi que eu tinha sido vítima de abuso. Procurei um psicólogo e enfrentei um longo processo de depressão profunda e crises de pânico. Escrevi cartas ao Conselho de Medicina do Paraná denunciando meu tio, que é médico, mas desconsideraram por falta de provas. Meu irmão foi preso, mas por outro motivo. Mesmo sabendo que nada aconteceu com quem me fez tanto mal, quero muito me curar. Sei que mereço ser feliz.’
‘Senti nojo, ódio, repulsão, mas fiquei sem ação e ele continuou a me fazer carícias, me molestando de formas sedutoras’
Fonte: Revista Marie Claire




































muitoooo bom isssso
Meu tio, esposo da irmã de minha mãe abusou sexualmente de mim quando tinha 8 anos de idade. Na época, minha irmã 3 anos mais velha do que eu estava desenganada em um hospital em Curitiba e meus pais, obviamente, estavam acompanhando-a; Eu e meus outros dois irmãos mais velhos ficamos sob os cuidados da secretária do lar que cuidava de nós. Como eu comecei a me isolar cada vez mais, a apresentar uma personalidade agressiva, haja visto que estava brincando só com garotos, minha mãe pediu para eu ir para a casa de minha tia, pois ela tinha duas filhas da mesma idade. Dormiamos todos num mesmo quarto, eu, minhas duas primas, uma com 12 anos, a outra com 6 anos e meu primo com 9 anos. Durante a noite, meu tio acordava e ía ao quarto em que dormíamos e abusava de mim, mexendo e introduzindo o dedo em minhas genitais. Isto foi uma constante, pois fiquei na casa de minha tia por uns 3 meses. Antes de me rebelar e voltar para casa sem explicação e contar nada a ninguém ele me machucou; quando fui ao banheiro pela manhã, havia marcas de sangue em minha calcinha.
Quando cheguei a contar para minha mãe, ela estava num processo de separação com meu pai, nossa vida financeira havia mudado drasticamente, minha mãe sofria pela discriminação devido ao fato ser divorciada na década de 80, nós, filhos também sofríamos a ausência de um pai, por mais ausente que ele sempre esteve enquanto era casado com minha mãe. Na época eu não compreendi o posicionamento de minha mãe! Dado este momento, nossa relação começou a ser estranha, houve uma certa restrição em aproximação com minha mãe. Passei por várias crises psicológicas e emocionais, meu entendimento com minha mãe tornou-se insuportável ao ponto de eu ir embora de casa aos 17 anos de idade. Nunca consegui ter uma relação mãe-filha, nossos contatos sempre foram com os ânimos exaltados e sempre houve muito rancor, raiva… ódio de minha parte para com ela. Hoje, com 29 anos eu consigo compreender, não aceitar, a atitude que ela tomou. Como mãe e mulher não queria o sofrimento que ela estava passando para sua irmã. Não queria um lar destruído como estava o nosso! Mas, me pergunto, e quanto a mim? Depois de muito bater a cara no chão, nessas peripécias que entramos, que escolhemos na vida eu decidi esquecer tudo e começar a viver a minha vida, esquecer o passado e viver o presente! A pouco tempo atrás, fiquei sabendo que este meu tio tinha abusado de outras crianças, inclusive minha irmã e uma prima, da mesma idade que eu, estes abusos foram na mesma época em que aconteceu comigo; pior não foi isto, pior de tudo foi saber que ele abusou de uma prima minha que hoje está com 15 anos apenas, isto mostra que ele não parou! ele continua a abusar de crianças e ele não vai parar! Infelizmente temos uma lei falha, uma justiça cega e com a balança quebrada! Quando soube que ele havia abusado da minha prima, hoje com 15 anos, decidi procurar a justiça para dar fim a estes abusos e a ação deste monstro! Perplexa fiquei ao saber que a prescrição para este tipo de crime é de 5 anos. Total incoerência isto, pois eu sei porque fui prova material deste crime, que uma criança não tem estrutura, força para saber distinguir o que aconteceu foi uma violação de sua intimidade, de sua dignidade enquanto ser humano. Não tem estrutura suficiente para ir a um órgão competente e delatar a sua queixa, precisa sempre da ação de um adulto, e, na grande maioria das vezes, o que tenho lido, visto, me informado o adulto, geralmente a mãe se omite ao fato, ora por não acreditar na criança ora por não levá-la a sério, imaginar que a criança está fantasiando ou por omissão espontânea e consciente, como no caso de pais biológicos ou padrastos que abusam sexualmente de seus filhos. Acredito que devemos lutar para mudar esta lei, devemos nos unir para não permitir que mais vítimas como nós passem pelos mesmos traumas, medos, revolta e pelo completo desfacelamento de suas vidas. Este tipo de crime não deve prescrever jamais porque enquanto isto não ocorrer mais crianças inocentes continuarão perdendo a sua infancia imaculada, os seus sonhos de encontrar o principe encantado serão destruídos. As histórias que eu conhecia, que eu lia, os contos de fadas, as histórias de princesas com vestido branco e rodado transformaram-se em lágrimas de sangue.
Carla Cristina
29 anos
Londrina – Paraná
É muito triste ver que é tão comum estes tipos de casos. Mais triste ainda é que muitas vezes o abusador é da própria família e que os outros ao saber não fazem nada para acabar com essa tortura física e psicológica.
Tenho certeza que essa é uma ferida que jamais cicatrizará.
Orem a Deus para que Ele em Seu infinito amor, amenize essa dor profunda.
E que todos nós prestemos muita atenção em nossas crianças, para que ao menor sinal de possível abuso, possamos ajudá-las. Pois talvez aquela pessoa aparentemente carinhosa e atenciosa, seja na verdade um lobo em pele de cordeiro.
Que Deus abenções essas mulheres que com muita coregem se abriram contando seus dolorosos casos.
n percebi q ficava on line,como me expus demais vcs poderiam apagar ou cancelar os detalhes q forneci.obrigada!
Paula, você precisa procurar um advogado para entrar com um processo. Se não tiver condições, procure o defensor público.
Boa sorte!
Me diga 1,sou de Fortaleza,procuro tb um psicologo,mas por se tratar de algo tao delicado n consegui ainda falar c ninguem q entendesse do caso e nem como agir,o pior é q n quero ficar me expondo a tds ,contando sempre td e depois levando um nao…é terrivel!qt a condiçoes graças a Deus sao boas o suficiente p pagar um advogado,meu horror é q ele ta chegando e eu n sei como impedir as visitas sem alarmar.qt a esses conselhos tutelares…ali o nivel de cultura foi bem baixo,pareceu-me algo bem p crianças q sao realmente abusadas em tds os sentidos,sem duvida alguma,crianças menos favorecida,isso me deixa de uma certa forma em uma cituaçao pior pq as pessoas na classe media geralmente abafam…p evitar um constrangimento maior,mas eu nao!!!quero tirar meu filho de qq possibilidade de risco!pode me ajudar?me manda algum telefone daqui de Fortaleza caso vc encontre alguem da area,ok!agradeço desde ja!
Tente ajuda nestes telefones:
Ceará
Defensoria Pública do Estado
R. Caio Cid, 100–150
CEP: 60811-150 – Fortaleza
Tel.: (0_ _85) 273-2055
Fax: (0_ _85) 273-1031
.: 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude
Dra. Maria Dalva Lima de Albuquerque
Rua Senador Pompeu, 1127 – Sala 229 – Bairro: Centro
(85) 3452-4527 – 3488-7363
.: 1ª Promotoria de Justiça Auxiliar da Infância e da Juventude
Dr. Odilon Silveira Aguiar Neto
Rua Tabelião Fabião, 114, Projeto JUSTIÇA JÁ, Bairro: Olavo Bilac
(85) 3433.4036
Espero que seja útil.
Boa sorte!
tenho um vizinho que me faz suspeitar de sua conduta pois moramos num lugar calmo e tambem é compartilhado tipo cortiço,porém ele deu um jeito prá trancar toda a parte que ele mora atrapalhando o acesso sendo que nós temos pendencias a resolver do lado que ele mora e trocou os cadeados para que o proprietário não pudesse entrar também a esposa dele vive com cara de gato assustado e nunca sai sem ele e ele disse que se nós quisessemos passar para o lado que ele trancou eu no caso que teria que passar pois ele não queria meu marido lá dentro ele tem uma filha e outro dia ela estava gritando desesperada pela mãe e nada da mãe responder parecia que estava padecendo dor um outro episódio havia outra criança só que esta era menor pela voz parecia ser um bebê de mais ou menos um ano acordei sobressaltada com os gritos deseperados da criança meu coração foi parar na boca não aguentei e fui ao corredor da minha casa que da pra escutar se falar alto e perguntei com aspereza o que estava acontecendo e ele me respondeu que a criança estava assada e por isso chorava, mas eu notei um tom tremulo em sua voz como se ele estivesse excitado, então me deitei com muitas dúvidas e cochilei, mas dai a pouco de novo o bebê começou com o choro estridente não aguentei e pedi pra ele descer ele veio falar comigo dei pra ele uma pomada pra assadura que era de meu filho e um analgésico e disse que se a criança não parasse de chorar eu não iria dormir e toda vez que converso com ele, ele transparece uma calma que me inquieta o coração porque eu sinto que não é verdadeiro pois a mulher dele parece um vegetal e a filha é uma criança apatica tiro essa conclusão pelos meus filhos tenho três que são muito ativos e tambem pode se dizer que já cuidei de todas as crianças da familia e nunca vi esse tipo de comportamento a não ser nas minhas primas que foram molestadas pelo pai. O que quero é ajuda prá saber mais prá eu poder saber como são as atitudes desse tipo o seu comportamento não posso falar nisso com minhas primas tenho pena de ficar tocando em tão delicado assunto, mas não quero deixar que aconteça assim bem debaixo do meu nariz coisa tão terrível por favor me digam que atitude tomar.
Faça uma denúncia urgentemente ao Conselho Tutelar de sua cidade ou através do número 100.
Obrigada.
Bom dia,
Sou estudante universitária na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
Tenho que realizar um trabalho, e em seguida uma ong que divulgue o trabalho necessário para ajudar pessoas como: (anorexia, pedofilia, drogas, entre outros). O assunto escolhido por mim, e pelo meu grupo, foi de abuso sexual. Será que eu poderia publicar alguns dos depoimentos em nosso site?
Atenciosamente,
Maria Clara Lopes
Quero parabenizá-los pela coragem e solidariedade pelos pequenos e inocentes. Concordo plenamente com esse movimento. Precisamos gritar em prol de pequeninos que não podem nem sequer abrir suas bocas. Continuem por favor, precisamos nos unir contra essa miséria moral que é o abuso sexual infantil.
Sou uma vitima da pedoflia.Dos 7 aos 10 anos um amigo da familia,um quase irmão,abusou de mim.Ele so parou quando se mudou para o sul.Aos 13 anos ele e familia foram visitar meus pais e queriam me levar com eles nas ferias,vou resumir, entrei em desespero e quando eles foram embora minha mãe começou a brigar comigo porque eu não quis ir,no desespero contei a minha irmã e a minha mãe.A primeira reação da minha mãe foi duvidar e da minha irmã desmaiar.Foi ai que eu mostrei a elas uma especie de diário com todos os relatos acontecimentos desde que começou.Minha mãe proibiu de contar alguma coisa para meu pai que de tão grande seua amor pelas filhas que nunca se perdoaria e nem quem teria feito aquilo.A unica atitude que a minha mãe tomou foi ligar para o monstro e pedir para que ele nunca mais aparecesse em casa e a partir do dia que foi comprovado o estrupo por um médico voltamos para casa e este assunto foi proibido ela apenas pediu para que eu esquecesse como nada tivesse acontecido.Hoje tenho 43 anos ,passei por muitos traumas,medos,magoase tive que procurar ajuda sozinha porque nunca mais a partir daquele dia nem minha mãe nem minha irmã falaram sobre o assunto.Hoje sou casada, 3 filhos que são tudo para mim mas com uma mágoa muito grande,com uma ferida que as vezes sangra e doi muito.Sei que ainda depois de tanto tempo não superei,apenas aprendi a conviver com isso.Eu gostaria de deixar um pedido principalmente para os pais de vitimas de abuso sexual, eles precisam muito de voces e não so no momento mais talvez para o resto da vida.Muito carinho,compreensão,cuidados médicos, e muito,muito amor.Obrigado pela atenção.
Olá sou Rafaela e venho até aqui por que estou fazendo um livro em minha escola e gostaria de mais informações sobre o que essa pessoas passaram em suas vidas.
Gostarias de saber fatos reais que pudessem me ajudar a escrever esse livro eu e mais duas amigas agarramos essa causa por que achamos que isso deve ajabar e como pinto essa oportunidade resolvemos fazer nosso livro com o tema de Abuso Infantil, sendo ela de trabalho ou sexual gostaria que vocês me mandassem um email e entrassem em contato comigo para eu ter mais imformações obrigado.
Rafaela,
casos como estes são sigilosos, para a própria preservação da identidade de pessoas que passaram por situações como essas.
Lembrando que todos os casos acima citados são fatos reais.
O que podemos sugerir é que você vá até o Conselho Tutelar de sua cidade, converse com os responsáveis sobre seu trabalho e quem sabe consegue dados e estatísticas ,que possam colaborar na elaboração do seu livro,ok?
Mas que vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Mas que abusurdooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!! Como os adultos fazer aquilo com as crianças? Tão inocente, tão pura, são abusadas pelos adultos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas não são adultos, são monstros, uns mutantes do mau!!!
Precisamos tiramos esses monstros, uns mutantes do mau para ir à cadeia e responder seus processos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Os pequeninos inocentes (crianças) não e nunca são abusadas sexuais, para ir à escola todos os dias, para sofrer futuremente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
OBRIGADA
CAMILA 23/06/2008.
Boa tarde,
Chamo-me Beatriz tenho 33 anos e vivo em Lisboa. Sempre tive uma vida sexual diferente, sempre lidei com homens psicológicamente abusadores. O ano passado apaixonei-me por um homosexual, o facto de este ser homossexual contribuía para o meu interesse. Como estava há já 7 anos sem namorar ou transar com alguém, fui a uma psicóloga. Esta disse-me logo que a minha relação com o meu Pai tinha de ser explorada. Mais algumas sessões e chegamos à conclusão que não tinha um comportamento sexual normal aos 5 anos. (convidava os meninos e meninas para brincar de mamãe e papai, baixava-lhes as calças etc.). Sem nunca conseguir lembrar-me de qualquer abuso, convenci-me de que teria sido abusada por meu Pai. De facto a nossa relação é estranha, tenho, às vezes, fantasias com meu Pai. Sei que quando este me abraça o faz com cuidado para não chegar muito próximo. Confrontei a minha mãe, que vive para as aparências, esta revoltou-se, disse-me um dia quando perdera o control, que “ouvi um grito, abri a porta do quarto vi que estavas com o teu Pai, então fechei a porta”. Depois desmentiu. Desde os 6 anos que tenho uma relação de rival com minha mãe. De qualquer forma, o meu Pai sempre demonstrou amor, cometeu erros na vida, causou-nos muita dor com decisões egoístas, mas sei que nos amou, a mim e a meus irmãos. Em especial quando éramos crianças, tinha uma loucura por nós.
Nos últimos tempos tenho reflectido e acho que ele poderá sofrer de pedofilia. Tenho um meio irmão que nasceu no Brasil, onde vive meu Pai, que tem 18 anos. O seu biotipo é gay, é um jovem introvertido, viciado na internet e que se vê carrega com ele muita angústia e insegurança. Vejo nele a mesma melancolia que reside na minha alma. Sei que ele dormiu no quarto de meu Pai até os 12 anos. Sei que meu Pai colocou a mãe dele na universidade e que ele desde bébé passou grande parte do tempo sózinho com meu Pai. Hoje meu Pai tem outra mulher, mais nova 30 anos, com dois filhos menores, acho que menores de 6 anos. Esta moça que era costureira também foi incentivada a estudar, com isso as duas crianças passam a vida com meu Pai.
E eu, sem certezas, porque não lembro-me de nada. Lembro que antes dos 5 anos vivía perguntando sobre como se faziam bêbês e olhava para os genitais sem tabú e depois dos 6 anos passei a fazer que não existiam. O meu Pai dormia nu no verão, eu via muito bem seu pénis, incomodava, mas fazia como se nada fosse.
Essas são as únicas memórias que tenho. Hoje luto para aceitar a minha relação com minha mãe, para esquecer que nunca demonstrou seu amor por mim por ignorância.
Enfim, e estes meninos? Amo o meu Pai não quero o seu mal. O que devo fazer? o que fazer?
Obrigada, se puder dar alguma luz..
Beatriz
Bom, e com muita dor que escrevo pois ainda nao consigo compreender o motivo de tamanha monstruosidade. Anos apos o fim do abuso e ainda estou perdida em meio a essas lembranças que teimam em ficar e destruir tudo o .que e belo em mim. Meu padrasto foi o destruidor dos meus sonhos infantis, houve outros , mas ele deixou marcas profundas na minha alma. Convivi com esse cenario dos 5 aos 13 anos. Me sinto uma pessoa horrivel , com sentimentos confusos. Hj tenho 23 anos e sou professora e para meu desespero vejo a minha historia repetir-se em meninas inocentes … Deus ate quando essas pessoas horriveis vao ficar impunes. Creio apenas na justiça Divina pois o homem mostra-se a cada dia incapaz de saber o significado de justiça
muuuitissimo bom esse trabalho de conscientização para as pessoas. Na verdade a população é tampada por um muro de barreiras que muitas das vezes impedem elas de denunciarem. E mostrando esses casos é um afora de fazer com que as pessoas acreditem que juntos podemos minimizar esses casos. E fazer uma criança feliz. Livre! Portador de seus direitos humanos!!!
Desculpem o que escrevi na última mensagem, mas estava realmente furiosa, mas não sou capaz de fazer mal a ninguém. Mas realmente estes casos de abusos a crianças são atitudes que temos de repudiar com toda a força. Mas pelos vistos quem o faz consegue durante anos enganar a tudo e a todos e normalmente são pessoas tão amáveis que não dá para ninguém desconfiar, aí é que está o problema.
Sou um homem de 55 anos, engenheiro, e pai de duas lindas filhas. Li todos os relatos e fiquei estupefato e chocado com cada um deles, fazendo-me chorar pela violencia e força que cada um demonstrou para superar este drama. Voces estão de parabens. Emocionou-me.
Eu fui vitima de abuso sexual dos 5 aos 14 anos e meu abusador era meu pai depois de anos eu soube q ele praticamente tirou a virgindade da minha irmã caçula e me sinto culpada por isso..ele me acariciava de forma indevida pra eu sentir os orgãos sexuais dele,fazia de tudo para acariciar meus seios,me olhava tomando banho pela fechadura do banheiro colocava filmes pornos a tarde pra gente ver como se isso fosse a coisa mais comum do mundo e uma vez ele chegou em casa e eu ia sair(com medo)não tinha ninguém em casa ele pediu pra eu sentar no sofa pediu pra eu fazer carinho na cabeça dele e abaixou meu ziper e eu paralizei de medo mas graças a deus minha mãe chegou e ele parou,uma vez ele chegou em casa da farra(de manhã)e eu dormia com a minha mãe na cama dela e ele transou com ela do meu lado eu finji q estava dormindo e abri o olho bem pouquinho e ele tava me olhando enquanto fazia eu devia ter uns 8 anos na época…eu tinha muito medo dele e até os meus 14 anos eu fazia xixi na cama no intuito dele não consumar o ato…pra ficar suja…minha mãe ñão entendia o pq mas só assim eu me sentia protejida meus irmãos caçoavam de mim…minha infancia foi muito infeliz,eu queria gritar q o q eu fazia era a unica forma dele ficar longe da minha cama…acredito q foi Jesus Cristo q sempre me guardou do pior…e me sinto atormentada até hj estou com 28 anos…queria passar uma borracha nisso…queria q ele morresse…queria ver ele pagar por tudo q ele fez…ele é sujo…hj eu acho q minha mãe sabia e não fazia nada…pq minha irmã contou dos abusos sofridos e minha mãe disse q todos os filhos dela foram abusados por ele(somos em 4)como assim?e ela não fez nada??meu irmão nunca encostou em mim mas uma vez ele perguntou pro namorado da minha irmã se ele não me achava mó gostosa e esse rapaz estranhou a pergunta dele e ele disse q eu era mó gostosa,como se tivesse falando de uma garota qualquer…tenho medo q meu irmão tbm se torne um pedófilo tbm…q angustia…q tristeza…nunca falei disso com ninguem….
bem,
não sei muito bem como começar, pois é a primeira vez que falo disso na internet.
tudo começou quando eu tinha 14 anos e fui passar as férias de julho na casa da minha avó. eu tinha uma relação muito próxima com meu tio, muito carinhosa, ele sempre comprava doces para mim, fazia cócegas, era carinhoso comigo. até que no último dia da minha estadia lá, enquanto minha mãe, minha tia e minha avó foram ao mercado, eu fiquei com ele vendo a corrida de F1. foi ai que ele começou a colocar a mão por dentro do moleton que eu vestia. no começo pegava na minha barriga para fazer cócegas – como sempre, entretanto, a mão “subiu” e alcançou meus seios. eu me revirava na cama tentando fazer a mão dele “descer” e nada. por algum motivo que eu não sei qual, não tive coragem de tomar alguma atitude mais drástica.
ai começou meu pesadelo.
em janeiro, retornei para a casa da minha avó, e ao retornar de noite da praça (usava saia e camiseta, como qualquer menina aos 14 anos) ele colocou a mão dele dentro da saia. eu tentei tira-la. ele prendeu meus pulsos.
em julho, quando fui mais uma vez (todas as férias escolares eu ia para lá passar alguns dias), a ficha caiu. ao voltar de um evento que teve na cidade, com ele e sua namorada, ele deixou a namorada em casa e, quando chegamos na casa da minha avó, me trancou dentro do carro, dentro da garagem. lembro até hj de ver meu rosto refletido no vidro do carro. fui “salva” por uma luz. alguém acendeu a luz no andar de cima, e ele resolveu subir, com medo de alguém ver que estávamos demorando.
em dezembro ele veio para a minha casa, e me obrigou a fazer anal, várias vezes. isso, sem contar os toques e etc.
em janeiro, quano fomos para a casa da minha avó de novo, ele finalmente conseguiu o que queria.
me senti suja, humilhada. isso ocorreu na manhã de sexta feira. quando ele chegou no almoço, ele veio falar comigo perguntar se estava tudo bem (que ódio!!!!!) e eu apenas perguntei “porque?”. ele saiu, viajou no fds, e na segunda feira, quando voltou, me respondeu “fique tranquila que eu não meti completamente. você ainda tem uma parte virgem”. e saiu.
hoje eu tenho 18 anos, já superei bastante o trauma, mas ainda tenho dúvidas. por que meu Deus? continuei levando uma vida normal, mas de vez em quando, algumas cenas me veem na cabeça, como a de quando ele me mostrou seu penis – eu estava na sala, quetinha, vendo tv, ou de quando estava no carro, ou de quando ele me obrigou a fazer anal pelos cômodos da minha casa!
nunca o denunciei por não querer gerar um problema para a família. e ao ler esse site vi que em crianças maiores de 14 anos, apenas é crime se for caracterizado como estupro. essa é a lei do nosso país que defende os jovens?! até quando as autoridades irão permitir isso?!
Olá, eu estou namorando uma garota que sofreu abusos sexuais quanto tinha 8 anos de idade, ela nunca contou pra ninguém (só pra mim) e agora, com 20 anos ela ainda é muito traumatizada e evita falar sobre o assunto, sempre se sente mal quando falamos disso e diz que prefere tentar esquecer quando eu digo que ela deve lembrar e enfrentar, eu a amo muito e gostaria de saber qual a melhor forma de ajudá-la a superar isso sem causar grande alarde (ela morre de medo que descubram) e sem que ela sofra muito.
obrigado a todos
olá lier todos os relatos. resulmindo ia fazer o concurso da PM mais depois dessa historia toda de vinda desisto de fazer,pois tenho um sanguem bem forte, pensso eu nulma o ocorrencia de abusso sexul eu não pensava 2 vezes metia bala ou marrar um fio eletrico no pé de um safado desse. baraçosss e tou nessa luta com vcs.
Olá.
Meus últimos dias têm sido bastante tumultuados… assim como o Roberto, que fez um comentário acima, também namoro uma menina que sofreu abuso na infância e é vitima dele até hoje, psicológica e fisicamente. Faz um ano que durmo mal e que busco auxílio na internet e com amigos, mas sinceramente, em vão.
Ela sofreu abusos durante ANOS pelo próprio PAI com o consentimento da MAE que tinha medo de perder o maravilhoso marido. Bêbado, batia na esposa e abusava da menina dia sim dia não, durante três anos pelo que me disse a própria vitima. Quando houve a separação do casal, a mãe dela, não satisfeita com o martírio que permitiu passar a própria filha pequena, ainda acusou-a de culpada pelo acontecido, alem de maltratar a menina desde então até hoje pelo fato de o marido tê-las abandonado.
Depois de longo tempo de namoro, conheci a mãe dela. Família de classe media, por fora, tudo aparentemente normal. Dentro de casa, a menina, hoje já com 18 anos é constantemente humilhada e maltratada sem motivo e sem reação pelo que pude perceber – resquício do trauma para ambas – já que a mãe continua a atacá-la e ela continua a reagir de forma inofensiva, com medo, paralisada. Quando ela tenta qualquer tipo de conversa – VEJAM BEM, EU DISSE CONVERSA, MEEEESMO – a mãe ameaça mandá-la morar com o pai… que detalhe – diz ter sofrido um acidente e não lembrar de naaaada, tadinho…
Pelo que havia conversado com ela, nunca as duas haviam tocado no assunto… minha guria tinha até duvidas quanto da veracidade e sanidade mentalm dela propria, pois as vezes ela tem crises e achava que podia sei lah, ter inventado ou coisa assim… até que um dia eu fui visitar a mãe dela e no meio do blá blá blá, fiz a velha falar sobre o assunto:
(velha) – Pois é, mas tu é um moço mais velho e sabe, tem muitos rapazes mal intencionados por aí… (…)
(Eu) – Pois é… intençoes descabidas tao por toda parte, inclusive dentro de casa, a Sra. Não acha?
Ela arregalou os olhos, olhou pra filha que já tava em prantos ao meu lado no sofá e desabafou…
– é, assim como o pai dela fez com ela… (…)
Minha guria teve uma crise, começou a perguntar como era possível que ela soubesse e nunca tivesse feito nada, nem sequer dito nada etc…
Bom, ta longo o papo. Levei ela pra casa.
A verdade é que nada mudou ainda. A mãe segue ameaçando, dizendo que vai embora pro interior e azar o dela, que vai morar com o pai, que odeia ela etc… ela poderia morar comigo, mas seria um passo serio pra um casal jovem, alem de que isso não faria ela vencer o trauma, já que tem serias dificuldades na relação sexual e afetiva…
Só complementando…
O PAI a manteve presa num quanrto durante um ano inteiro – o ultimo que abusava da menina – e a ameaçava com um revolver quando chegava em casa…
ela me disse que ficava o dia todo, todos os dias, trancafiada em um quarto com uma TV e soh… janelas trancadas… portas tbm… ISSO É CÁRCERE PRIVADO! Ela ouvia o barulho na sala, a noite, coisas quebrando, e entrava numa especie de transe quando a porta se abria…
… nao posso suportar…
cara,
não consigo mais pensar direito…
não vou sossegar enquanto algo não for feito… pelas autoridades ou por mim – por qualquer pessoa…
Ainda tem cmo processar um pai que abusou da filha dos 12 aos 18 anos, ela estaria sob sua guarda. Isso a 13 anos atrás. Hoje ela tem traumas e dores enorme na alma. Me oriente se tem como encaminhar.
eu acho isso tao horrivel.
é chocante as histórias aqui relatadas, pois a verdade é que estamos cada vez mais incrédulos com a justiça praticada pelas pessoas. sabemos que quando ocorre punição é pouca para um ato tão selvagem, esse bando de tarados, que muitas vezes, para não dizer quase sempre, tem o silêncio daqueles que deveriam proteger as crianças, pois geralmente as mães sabem o que está se passando, mas preferam se calar e trancar todas as possibilidades de ajuda, compactuando com o seu silêncio. Sabemos que a maioria vai sobreviver a essas tragédias, mas o pior é saber que a impunidade vai continuar, pois além do processo ser longo até ser resolvido e tomado alguma providência muitas vezes a criança é obrigada a conviver com o abusador, e infelizmente a única pessoa que poderia impedir e evitar esses atos somos nós mães mulheres, e é muito triste perceber que a grande maioria não consegue cortar este ciclo vicioso. somos nós que educamos homens e mulheres deveríamos pensar mais em como estamos criando e gerando futuros abusadores.
MINHA HISTORIA NÃO É MUITO DIFERENTE DESTAS, COM + OU – 5 ATÉ OS 21 ANOS PASSEI POR EPISÓDIOS DE AGRESSÃO, VIOLÊNCIA FISICA E SEXUAL, FUI MOLESTADA PELA MINHA MÃE QUE ME LEMBRO BEM TINHA O COSTUME DE MANIPULAR MINHA GENITALIA E EU MUITO PEQUENA NÃO ENTENDIA, MAS ATÉ HOJE ME LEMBRO BEM COMO ERAM AS TAIS CARÍCIAS, E TAMBÉM FUI MOLESTADA POR VIZINHOS MAIS VELHOS, NA EPOCA PRÉ ADOLESCENTES, APENAS UM CONSEGUIU TER PENETRAÇÃO FORÇADA NO MEU ANUS MAS CONSEGUI ESCAPAR, E TODOS OS OUTROS FIZERAM SEXO ORAL E PASSAVAM SEUS GENITAIS NA MINHA VAGINA, TODOS JUNTOS, ME LEMBRO DELES DIZENDO QUE “ESTAVAM BRINCANDO DE FAZER BESTEIRAS” E QUANTO A PROTEÇÃO DEFESA E AJUDA DOS MEUS PAIS MINHA HISTORIA É COMO A DE VCS, SÓ QUE O PIOR É QUE ALÉM DE EXISTIR O SILENCIO DE AMBAS AS PARTES CONSTANTEMENTE EU PASSEI A SER AGREDIDA FISICAMENTE, FUI JULGADA COMO DOENTE MENTAL, ISSO MESMO MEUS PAIS PASSARAM A ME TRATAR COMO A LOUCA QUE PRECISA DE SURRAS CONSTANTES E SER ISOLADA DO CONVÍVIO COM O RESTANTE DA FAMILIA, FUI AGREDIDA DE VARIAS FORMAS POR MUITO TEMPO, SOFRÍ MUITAS HUMILHAÇÕES, APANHEI DE PEDAÇOS DE PAU E VARAS DE BAMBU, CINTO, TIVE MEUS CABELOS ARRANCADOS E JA TIVE MINHA CABEÇA RASPADA POR MAQUINA ZERO A PEDIDO DA MINHA MÃE, SÓ ME LEMBRO QUE NEM AO JARDIM DE INFANCIA EU ÍA AINDA; JA FUI ARRASTADA NO MEIO DA RUA NA FRENTE DE OUTROS COLEGUINHAS E CONSIDERADA COMO A BISCATINHA DOENTE MENTAL DA FAMILIA ATÉ UNS 4 ANOS ATRÁS, AINDA ME LEMBRO DOS MEUS PARENTES ME TRATANDO COM EXCLUSÃO POR MUITO TEMPO. ENQUANTO MEU IRMÃO ÍA A ESCOLA DE CARRO E SAPATOS NOVOS EU ÍA À PÉ COM CHUVA OU NÃO (NÓS ESTUDAVAMOS NA MESMA SALA) COM SAPATOS E ROUPAS DOADAS POR VIZINHAS QUE TINHAM DÓ DA MINHA SITUAÇÃO, FUI COLOCADA PRA FORA DE CASA AOS 11 ANOS, E GRAÇAS A DEUS UMA VIZINHA ME ACOLHEU PARA QUE EU NÃO DORMISSE NA RUA, A IRMÃ DESTA SENHORA TEVE A CORAGEM DE DENUNCIAR O QUE ELA VIU MINHA MÃE FAZER POR ANOS, NINGUÉM PRENDEU MINHA MÃE OU PAI, MAIS ALGO DEVE TER ACONTECIDO, POIS O DELEGADO INTIMOU MINHA MÃE E ME PEDIU QUE MOSTRASSE OS SINAIS DA AGRESSÃO (SÓ ME LEMBRO DISSO), O TEMPO PASSOU E EU APRENDÍ AS COISAS DA VIDA NA RUA, MAS NUNCA USEI DROGAS EMBORA TIVESSE PRESENCIADO MUITOS EPISÓDIOS DESTES COM AS PESSOAS QUE PASSEI A CONVIVER. ME LEMBRO COMO SE FOSSE HJ DAS PESSOA QUE POR PRATICAMENTE MINAH VIDA TODA ME TRATARAM COM EXCLUSÃO E INDIFERENÇA MAS QUE ADORAVAM FAZER OS COMENTÁRIOS DE QUE EU ERA A BISCATINHA DOENTE MENTAL DA FAMILIA…
AOS 14 ANOS CONHECÍ UM HOMEM 17 ANOS MAIS VELHO E ME ENVOLVÍ NA CONVERSA DELE, AFINAL UMA CRIANÇA QUE NUNCA TEVE ATENÇÃO, CARINHO OU RESPEITO DE OUTRAS PESSOAS SE ILUDE FACIL, É COMO CÃO ABANDONADO, SE ENTREGA AO PRIMEIRO PRATO DE COMIDA QUE RECEBE.
DESSA RELAÇÃO O QUE TENHO A DIZER É QUE EU CONTINUEI A SER ABUSADA E MALTRATADA, ENGRAVIDEI, FUI OBRIGADA A CASAR, FUI HUMILHADA, AGREDIDA E TORTURADA, COLOCADA SOB CARCERE PRIVADO, DA MESMA MANEIRA COMO FUI TRATADA POR TODA A MINHA VIDA, E DESTA VEZ ALÉM DO SILENCIO DOS MEUS PAIS VINHAM TBM OS CONSELHOS DELES QUE O UNICO JEITO ERA ME AGREDIR MESMO, PORQUE EU ERA A BISCATINHA DOENTE MENTAL DA FAMILIA. SÓ EU SEI COMO DOEU ESTAR GRAVIDA E APANHAR A PONTO DA BARRIGA FICAR TODA PRETA ARROXEADA, E TER SOMENTE A PIEDADE DE DEUS PARA MANTER MEU BEBE VIVO DENTRO DE MIM. AGUENTEI ESSA VIDA ATÉ OS 21 ANOS, QUANDO VÍ QUE SÓ TINHA DUAS OPÇÕES… OU CONTINUAVA DE CABEÇA BAIXA PASSANDO POR ISSO O RESTO DE MINHA VIDA SEM SABER QUAL SERIA MEU FIM, E VER MEU FILHO CRESCER NESSA MESMA SITUAÇÃO, OU SÓZINHA TRATAVA DE MUDAR TUDO E RECOMEÇAR DE NOVO.
FOI QUANDO EU PEGUEI MEU FILHO COM 5 ANOS DE IDADE NO COLO, E FUGÍ COM A ROUPA DO CORPO. RECOMECEI MINHA VIDA ISOLADA NUM QUARTINHO VELHO NOS FUNDOS DA CASA DA MINHA MÃE QUE SE VIU PRESSIONADA POR ALGUMAS PESSOAS A ME ACEITAR NA CASA DELA E ME DAR UM TETO. MAS FOI SUFICIENTE, TIVE FORÇA INTERIOR E FIZ AMIGOS QUE ME AJUDARAM A ME SALVAR DA DEPRESSÃO PROFUNDA, ESTES ACREDITAVAM NA MINHA DIGNIDADE SEM QUE EU PRECISASSE FALAR NADA DO MEU PASSADO, FUI TRABALHAR (JA O FIZ A TROCO DE TER UM PRATO DE COMIDA E MAIS NADA) E VOLTEI A ESTUDAR NA TELESALA, TIVE DOIS NAMORADOS QUE ME AJUDARAM MUITO MAS NÃO AGUENTARAM CONVIVER COMIGO, HOJE EU ENTENDO E RESPEITO O FATO DELES TEREM IDO EMBORA, EU NÃO TINHA NADA NEM ESTRUTURA EMOCIONAL E MEUS PAIS ATRAPALHAVAM O POUCO DE PAZ QUE TINHAMOS NOS PERÍODOS QUE EU ESTAVA BEM, MAS MESMO ASSIM CONSEGUÍ SEGUIR EM FRENTE, TERMINEI O COLEGIAL, E HJ DEZ ANOS DEPOIS DE ME LIBERTAR PARA A VIDA ALÉM DE EU CONSEGUIR ME RESGATAR E ME RECUPERAR DO MEU PASSADO, TENHO UM NAMORADO MARAVILHOSO QUE NÃO SABE DA MISSA A METADE DO QUE VIVÍ, MAS ME DÁ MUITO AMOR E A DEDICAÇÃO QUE NÃO CONHECIA, HOJE ME AFASTEI EM DEFINITIVO DOS MEUS PAIS, POIS MINHA MÃE SEMPRE CONTINUOU A TENTAR FAZER AS PESSOAS ME MALTRATAR E DESACREDITAR EM MIM, COMO SE EU FOSSE O PROBLEMA, SEMPRE FAZENDO DE TUDO PARA ARRUMAR ENCRENCA COM 5 MINUTOS DE CONVERSA, ELA FAZ QUESTÃO DE DIRECIONAR OS ASSUNTOS DE FORMA QUE ELA ARRUME UMA DISCUSSÃO DE OUTRAS PESSOAS COMIGO ME CONDENANDO, E O PIOR O ULTIMO EPISÓDIO EM JANEIRO PASSADO ELA INVENTOU MUITA COISA QUE NÃO FIZ PARA MEU NAMORADO E EU PERCEBÍ INVEJA E DESCONTENTAMENTO NELA AO DEIXAR ESCAPAR O COMENTÁRIO QUE EU DESDE QUE NASCÍ NÃO MEREÇO TER UMA VIDA FELIZ.
AGORA VEJO QUE ELA É UMA PESSOA EXTREMAMENTE DOENTE DA ALMA, E ENTENDO QUE ELA ME USOU PARA DESCONTAR AS PRÓPRIAS FRUSTRAÇÕES E DESGOSTOS QUE TEVE NA VIDA, MAS NÃO A SINTO COMO PARTE DE MIM OU DA MINHA VIDA, DESCOBRÍ QUE VIVO BEM E SOU FELIZ LONGE DELES.
ESTOU PRESTES A COMEÇAR UMA VIDA NOVA QUE DELA SÓ FARÃO PARTE MEU FILHO E TALVEZ MEU NAMORADO OU OUTRA PESSOA, O FUTURO A GENTE NÃO SABE NÉ, EM DEZEMBRO ME FORMO NA MINHA SEGUNDA FACULDADE… E HJ DEIXO ESSE DEPOIMENTO AQUI PORQUE ESTAVA PROCURANDO MATERIAL PARA O MEU TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO, QUE FALA SOBRE A EXPLORAÇÃO INFANTIL E O COMPORTAMENTO ETICO E LEGAL DO DENTISTA DIANTE DESTA SITUAÇÃO.
QUANTO A MINHA FAMILIA, ELES MUDARAM MUITO, AGORA QUE ME VEÊM NUMA POSIÇÃO DE STATUS MELHOR QUE O DELES CORREM PARA ME BEIJAR OS PÉS, MAS SOU SINCERA QUANDO NÃO OS SINTO COMO MINHA FAMILIA, E ME AFASTO. ESTOU FAZENDO MINHA VIDA SÓZINHA, FORAM POUCOS OS QUE EM AJUDARAM, E DESTES APENAS UMA ERA DA FAMILIA, UMA PRIMA QUE NÃO PENSEI DUAS VEZES EM ACOLHE-LA NO MEU QUARTINHO DE FUNDOS COM SUA BEBE RECEM NASCIDA, QUANDO PRECISARAM DE UM TETO E APOIO.
A SOLIDÃO ÀS VEZES É A UNICA SORTE QUE A VIDA NOS DEIXA…
L.G.M.A.
Oi como todos os caso eu tbm sofri violencia quando criança, sabe num me lembro de detalhes, ate hj ñ sei se ouve penetração, lembro de algumas cenas, ele era meu tio (casado com a irmã de minha mãe) era motorista de onibus e minha mãe morava no serviço entaum eu morava com eles (minha tia, ele o monstro e minhas quatro primas)
quando ele chegava me levava para dentro do onibus e so me lembro que le tirava minha calça apartir dai ñ me lembro o que acontecia, melembro tbm de um dia minha tia havia se separado dele (ñ sabemos o pq da separação eu acho que ela deve ter descoberto alguma coisa ) e ele foi la no horario em que ela estava trabalhando e só estava eu e minha prima mais nova ele deu dinheiro para ela ir compra doce quando ela saiu ele me levou para o banheiro quando ela voltou ainda estavamos la ele tampou minha boca quando ela perguntou de mim ele disse que eu devia estar brincando na vizinha, depois ñ me lembro de mais coisa isso me lembro que foi mais ou menos ate 6 anos ñ sei com quantos anos começou me lembrou da ultima vez que ele tentou eu tinha 12 anos ele queria me dar dinheiro para me tocar com a lingua eu disse ñ, ai ele tentou me pegar a força eu estava com um filhote de gatinho que taquei nele o gatinho arranhou a cara dele e ele ficou fuoroso, veio para cima de com tudo, naquela hora achei que ele iria me violentar de verdade, mas graças a Deus naquele exato momento minha prima mais velha chegou com o namorado e me salvou, mas tbm percebeu que tinha algo estranho, ai se juntaram as quatros e me precionaram ai falei tudo( minha tia ja havia falecido fazia 3 anos e meio ) foi uma confussão ele negou disse que eu estava mentido, mas achamos um jeito de pegar ele no pulo, ele havia feito um buraco na parede do banheiro para me olhar tomando banho, e da janela de uns do quarto que dava para a frente da casa dava pra ver o corredor que dava para a porta do banheiro, entaum combinei com minha abaixo da mais velha e ela ficou la escondida e eu finge que estava tomando banho, foi batata, depois disso descobrimos varias meninas q ele abusou ou que tentou, ñ denucie ele minha mãe sabe de tudo ela tbm sofreu abuso mais foi de um irmaõ dela, hj sou casada mas ñ tenho filhos, tenho um entiado que amo como filho e para minha surpresa ela começou a namorar uma menina que tbm sofreu abuso sexual dos 10 aos 12 anos pelo pai do irmão mais velho dela e pelo tio irmão da mãe dela, mas no caso dela foi pior, pois o resultado foi uma gravidez aos 12 anos, e que só foi descoberta quando ela ja estava de 8 meses( ate os medicos estranharam mas ela num tinha barriga e a menstruaçao dela tinha vindo poucas vezes e de forma irregular) o casso dela esta na justiça e a nene hj com 2 anos e 6 meses é linda e ela aprendeu a amar esta criança graças a Deus e esta gravida do meu entiado( quando o namoro começou ela disse que a nenen era irmã dela, ela tinha medo de ser rejeita pelo acontecido, mas aqui em casa sempre a tratamos com muito amor e ela aprendeu a enfrentar o problema, e descobriu que ela ñ tem culpa do que aconteceu…. nenhuma da nos temos culpa somos vitimas desses monstros bjs a todos
Olá.
Fico muito triste ao ver mulheres sofrendo por conta de algum doente ter-nos tirado o direito de sermos meninas. Sofri abusos do cunhado da minha mae que não teve relações comigo tenho certeza que apenas por falta de oportunidade, mas me assediou de todas as outras formas possiveis. Acho que ele tb molestou minha prima (sua filha), pois ninguem entendia o porque dela fazer xixi na cama mesmo depois de grande. Gostaria de saber se posso processá-lo, o que devo fazer CHEGA!!! chega de impunidade.
Quando eu era pequena, um Sr cuidava da casa dos meus pais qndo eles iam trabalhar nos finais de semana.. era raramente. Esse sr era velho, uns 70 anos já… pois um dia, eu lembro meio mal assim… que ele pediu se podia brincar comigo e com um amiga, era minha melhor amiga na época. Nós topamos… acho que tínhamos uns9 anos e não sabíamos o que estava acontecendo.. pq naquela época não existia malicia nessa idade, a gente só brincava de boneca.
E ele abusou de nós duas. Não lembro se meu irmão menor viu… eu nunca tive coragem de perguntar, mas ele tbm estava em casa. E me lembro que contei ao meu pai, pq estava sentindo que aquilo não era certo…
Achei que meu pai ia me defender. Eu lembro que ele ficou meio estranho e, tinha uma relação linda de pai e filha.. era carinhoso, gentil e mto próximo a mim… depois daquele dia, até os dias de hoje uns 20 anos depois, não conseguimos mais ter uma boa relação. Ele me via como uma folha que se rasgou, um quadro com a pintura borrada, é como me sinto.
Nunca mais tive amizade com essa amiga, ela sumiu, e eu entendi eu acho… hj nos vemos raramente por acaso pq os pais dela são meus vizinhos… e me pergunto como ela resolveu isso consigo mesmoa.
Por muitas vezes, me lembrei de tudo, e até quando era adolescente uma noite corri para dormir na cama dos meus pais, com 18 anos isso… eu engordei muito na adolescencia… e tenho relação sexual desde os 20 anos, hoje sou casa e tenho 29 anos, porém, nunca consegui gozar com uma relação sexual. Não consigo, não sei… na verdade em toda relação sexual eu fico fingindo até que acabe logo… é um martírio. Porem sou muito carente de amor e amo muito meu marido, tenho uma filha linda… mas nunca disse a ele que nunca gozei, só com sexo oral consigo e olha la´… desculpa falar isso aqui.
Enfim… cuido tanto da minha filha, que jurei pra mim mesma que ela nunca vai sofrer tipo de abuso nenhum, eu não vou deixar. Até hoje não consegui me resolver.
Acredito que agora vou conseguir me formar numa faculdade, porque sempre fui muito confusa… eu me meti com drogas, bebidas, me vestia toda de preto na adolescencia, me metia com gente que não devia… eu queria me perder porque achava que me perdendo eu iria me encontrar.
Eu perdi tanto de mim. Meu marido sabe que sofri de abuso, e sabe que hoje sou bipolar e tenho mta dificuldade porque sou muito anciosa, não sou mais gordona, mas como o tempo todo, parece que eu sou um buraco vazio.
E tenho bulimia também desde a adolescencia, porque me via muito feia e gorda… eu acho que isso tudo gerou do abuso, eu me senti desamparada pelos meus pais que não fizeram nada na época a não ser não deixá-lo mais cuidar de nós. E nunca tocaram no assunto com ele, acho que ficaram com vergonha sei la.
eu ainda me lembro muito bem dele, já morreu a anos com certeza… ele falava que vivia brincando com as vizinhas pequenas da mesma brincadeira e elas adoravam…
Sinto pena delas, não as conheci, mas sei que qualquer abuso sexual infantil, deixa marcas para o resto da vida. Eu não sei se um dia vou ter uma vida sexual normal pra mim, se vou curar meus transtornos de humor, tenho insônia até hoje, agora são 4h30 am.
Pela minha filha, vou superar todas as dificuldades. Estou lendo um livro de alguém que sofreu tanto abuso físico, psicológico que, teve páginas que eu simplesmente não queria ler… “Hoje eu sou Alice” , de Alice Jamieson.
Um livro forte muito detalhado dos abusos que ela sofreu, e do quanto isso acabou com a vida e personalidade dela… ela lutava contra 9 personalidades que a mente dela criou para se proteger do pai, que abusou dela desde os 2 anos até a juventude.
Todas nós somos Alices, e em algum momento do abuso entramos em transe a ponto de não lembrar cada detalhe, porque nos sentimos sujas, isoladas, envergonhadas e tão, sozinhas a ponto de ter medo de falar algo no momento, ou gritar, ou, fugir, ou ligar pra polícia. Não sabemos ao certo o que está acontecendo. Como alguém pode ter coragem de fazer isso com uma criança? Eu sofri abuso somente essa vez, mas deixou rastros horríveis na minha vida, rastros que somente eu e Deus sabemos, e do qual me envergonharei até o dia da minha morte.
Minha filha dorme todos os dias ao meu lado abraçada comigo, ela só tem 1 ano e meio, e eu não imagino o dia em que a deixarei sozinha num quarto, mesmo confiando no meu marido, porque eu quero ter todos os dias a certeza de que ela pode ser uma criança feliz, sem marcas. Eu a protejo tanto, meu Deus se alguém um dia encostar um dedo nela, eu mato.
Simone.
PR
29 anos e abusada sexualmente aos 9 anos.
Sou estudante de direito e me interessei muito por este assunto, e por esta razão, resolvi fazer o meu TCC com o tema ” O incesto”.
Após, ouvir o relato de uma amiga, comecei a fazer pesquisas na internet, e ví que não era ela somente que estava passando por estes problemas.
Quero lutar em busca de uma solução para essas vítimas que continuam nas mãos desses abusadores.