A busca desenfreada pelo corpo perfeito está produzindo disparates: o número de sites que defendem medidas drásticas de emagrecimento cresce a cada dia. Protegidos pelo anonimato da internet, eles promovem regimes compulsivos e enaltecem doenças graves como a anorexia e a bulimia.

“Anas” e “mias”, como se denominam as jovens de todo o mundo, inclusive do Brasil, que sofrem desses dois distúrbios alimentares, usam a rede para trocar experiências. Receitas de como ingerir menos de 300 calorias diárias, como provocar o vômito e até mesmo de como combinar remédios e laxantes são recorrentes nas comunidades do Orkut em que elas se reúnem. “Não comia mais nada a não ser uma maçã por dia… emagreci 22 quilos”, conta uma internauta. “Beba detergente, mas bem pouquinho”, é o conselho insensato em um tópico sobre formas de induzir o vômito.
A maioria das “anas” e “mias” possui uma identidade falsa no site de relacionamentos para que elas possam participar dessas discussões sem ser identificadas. As meninas apresentam, em suas páginas, fotos de mulheres magérrimas e de suas musas inspiradoras e delgadas, como a atriz Nicole Ritchie, a cantora Cristina Aguilera e as modelos Kate Moss, Gisele Bündchen, Yasmin Brunet e Carol Trentini.
Em uma comunidade que divulga a privação total de alimento (no food) como forma de atingir essa perfeição distorcida, há quem afirme ter passado 9 dias comendo apenas barras de cereais esporadicamente. “Mesmo com tonturas e tremedeiras, consegui ficar até o sétimo dia!”, comemora uma jovem. Sabendo ou não o risco que correm, elas combinam uma data para iniciar juntas um período de “no food” e oferecem apoio umas às outras para manter a abstinência. “Quem começa um no food amanhã comigo?”, é a proposta presente em quase todos os fóruns e comunidades.
Se, nesse período, alguma menina passa mal e desiste, pede desculpas ao grupo e o incentiva a permanecer na “guerra contra a comida maldita”. As “ana girls”, como são chamadas as amigas que têm a doença e se correspondem na internet, se vêem como garotas disciplinadas que necessitam umas das outras para manter suas dietas malucas à base de Coca-Cola Light, chás e Trident.
Além de passar dias sem ingerir carboidratos, “anas” e “mias” associam remédios de tarja preta, fazem uso de laxantes e diuréticos e aumentam a dosagem aleatoriamente. “Ontem, tive uma crise. Às 3h da tarde, comi uma pizza inteira. Para não me sentir tão culpada, tomei 5 laxantes logo depois”, revela uma das jovens.
Quem pensa que só mulheres fazem parte desses grupos está enganado. Cada vez mais meninos sofrem com os distúrbios alimentares. Nas comunidades só para eles no Orkut, procuram “fórmulas milagrosas” para perder peso ou ajuda para vencer as doenças. “Quero meus 48kg de volta”, desabafa um garoto de 17 anos que mede 1,77m e pesa 54kg. Essa obsessão pela magreza transforma distúrbios alimentares em um estilo de vida. Meninas e meninos de todas as idades deixam de comer e exageram nos exercícios físicos almejando um padrão de beleza doentio.
Muitas das pessoas que sofrem dos distúrbios acreditam que são anoréxicas por escolha, que são poderosas porque detêm o controle sobre os próprios corpos. Outras se referem ao distúrbio como algo que exerce um domínio incontestável sobre elas, que induz seu comportamento e é quase personificado através do nome Ana
Se no Brasil os meninos e meninas se comunicam sobretudo por meio do Orkut, americanas, canadenses e neozelandesas trocam experiências em sites como o Xanga.com, hospedeiro de blogs. Nele pode-se ter acesso à versão da “carta da Ana”, uma espécie de manifesto. “Meu nome é Anorexia Nervosa, mas você pode me chamar de Ana. A partir de agora vou investir muito tempo em você e espero que retribua isso”, diz a carta. Internautas afirmam que possuem o seu teor escrito na parede do quarto. “Sou sua única amiga. Eu criei você, essa pessoa magra, perfeita. Sem mim, você não é nada”, completa o tom desafiador da carta.
Uma garota, de 14 anos, confessa que foi obrigada a criar um novo blog no Xanga.com porque seu endereço antigo foi descoberto por uma amiga. “Ela quer me ajudar a vencer a Ana e a Mia. Eu sei que tem boas intenções, mas continuar emagrecendo é uma coisa que preciso fazer por mim, por todas vocês anas e mias, pela Ana”, declara.
O número de depoimentos pró-ana e pró-mia no site é ainda maior quando se aproxima o feriado de primavera nos Estados Unidos. Viajar com os amigos para a praia deixa de ser uma diversão e se transforma em uma tortura para meninas obcecadas por dietas inconseqüentes e exercícios. As páginas de blogs abrem espaço para um desafio: perder o máximo de peso no mínimo de tempo, custe o que custar. Quando o feriado acaba, o foco é o verão, e uma data se sucede à outra como incentivo diabólico à perda de peso.
Mas, ao mesmo tempo em que a internet é usada para divulgar essas idéias absurdas, ela também é um espaço de luta contra os dois transtornos: pessoas que superaram a anorexia e a bulimia contam suas histórias e apóiam internautas que enfrentam o problema.
“Comecei a ter sintomas com 14 anos, cheguei a pesar 34kg. Eu vomitava até 20 vezes por dia, tomava laxante, fazia academia exageradamente e me pesava o tempo todo”, confessa uma menina, do Rio Grande do Sul. Após muitos desmaios e idas quase diárias ao hospital, ela buscou tratamento. Hoje faz palestras em escolas alertando os adolescentes sobre os perigos que a anorexia e a bulimia representam para a saúde.
Em um site francês de fóruns, http://forum.doctissimo.fr, muitas meninas buscam no tópico “Anorexie et Bulemie” incentivo para voltar a se alimentar normalmente e a aceitar o próprio corpo. “Estou orgulhosa… recuperei 15kg em 3 meses! Sem contar que não provoquei mais o vômito”, afirma, comemorando, uma delas. “Procuro meninas que queiram começar uma semana sem crise comigo para que a gente se apóie”, completa outra menina que logo consegue a adesão de um grupo.
No Brasil, esse tipo de discussão está mais restrita a artigos em páginas de psicologia e saúde, e nas mesmas comunidades do Orkut em que “pró-anas” e “pró-mias” se concentram. Faltam sites específicos sobre os transtornos alimentares que mostrem perspectivas para essas garotas reconhecerem e combaterem os distúrbios. “Não desejo essa doença para ninguém, foi a pior coisa que me aconteceu”, relata uma carioca de 21 anos, que chegou a pesar 27kg. Ela enfrentou a anorexia com acompanhamento clínico, psicológico e o apoio fundamental dos familiares. “Perdi 2 anos da minha vida, e agora estou sofrendo as conseqüências na recuperação”, conclui.
Fonte: Juliana Diniz, em Revista Cláudia
Veja sequência do vídeo no youtube, procure por “Documentário Sobre Anorexia e Bulimia”. São 14 vídeos.
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nao tenho anorexia e nem quero ter. acho iisso uma coisa insurpotavel. apesar de ser uma doença. um conselho para todas as meninas que tem esses tipos de doenças. LUTEM!!! que voces vao conseguir
Excelente abordagem!
Parabéns pela forma clara que foi exposto.
Infelismente muitas garotas não aceitam que estão erradas, e o pior é a dor que causa na familia.
Parabéns pela reportagem, ficou bem claro como podemos ajudar.
[...] A GLORIFICAÇÃO DA ANOREXIA E BULIMIA NA INTERNET [...]
Bom , eu acho ki eu ESTOU OBESA e estou pensando em praticar , naum irei perder nada com isso , apenas algumas gordurinhas *-*
[...] A GLORIFICAÇÃO DA ANOREXIA E BULIMIA NA INTERNET [...]
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Gostaria de saber se alguém pode me informar sobre como conseguir tratamento para bulimia em manaus.
eu não tenho bulimia e nem anorexia e nem quero ter, mas as meninas que tiverem lutem que vcs vão conseguir sei que é muito dificil para vcs pois vcs siveem gordas mais porfavor pensen tbm que vcs estão vendo miragem pesa para os seus pais ajuda e nunca jamais escondem comida ,,,
lutem com todas as forças que vcs iram conseguir..
Nicole,
Tratamento particular:
http://www.corpoementemanaus.com.br/especialidades/
Para informações sobre atendimento gratuito, procure informações no Posto de Saúde mais próximo.
Obrigada.
eu tenhu bulemia a 1 ano..e sofro muito c isso,…axo q as pessoas nao sabem o q é realmente a bulemia…ja to me cuidando mais ainda tenhu um enorme caminho pla frente..pois ainda sofro muito c isso….mais com fe em Deus e força d vontad sei q vo vencer…para as pesoas q tem essa doença quero dizer q nao desisstam d lutar mesmu q pareça impossivel..
temho bulimia nervosa a + de 3 nos…. tenho tanto medo d morrer… + kuando dow por mim… já tow vomitando tudo q comi… minha fome so aumenta… já fui em 4 psicolgos, 2 nutricionistas… e ate em psiquiatras… naum aguento +… m siunto taum doent…
Tive bulimia e perdi 7 anos da minha vida. Hoje graças a Deus não tenho mais esse problema, POREM, realmente a bulimia acaba com a nossa saúde. Me sinto muito fraca, td que como me faz mal, tenho muita pressao baixa, disritimia e sinto que quando como alguns alimentos tendem a voltar.
Estou me alimentando com alimentos neutros, sem gosto. E me pergundo – oque adiantou me empanturrar de alimentos gostosos e vomitar tudo. E agora nao poder comer quase nada?? mas que nada. VAMOS A LUTA, vamos vencer, somos vitoriosas em Cristo Jesus que nos ajuda e nos restaura por completo.
MEninas que estao lendo esse depoimento, o dia de parar com essas loucuras é HOJE, vc vai conseguir. Peça a Deus, que para Ele nada é impossivel, Ele te ama e quer te ajudar.
Tenho bulimia e estou super feliz e ninguem ira separar a Mia de mim ;)
vcs sao uns idiota que se conformam em serem hororosos e gordo eu tenho a anna e mia e nao tenho um pingo de vergonha muito pelo contraio a anna e amia sao as minha melhores amigas
amabyle
eu acho dificil mesmo tentar uma coisa assim mais se tentarem vao consegui pois basta acreditar em deus
pois pra ele nada e impossivel e ele ama a cada um de nois como somos
eu queria ter essa doença pois eu estava muito triste com a vida e muito desiludida entao me apequei ao pai e ele so me fez melhorar a cada dia.
isso é uma esperiencia viva basta apenas confiar em deus
ele nao so mudou meus pensamentos como minha vida e hoje estou feliz em todos os sentidos!!!
amabyle
luti diante das das coisas mais dificies da sua vida para que um dia voce possa olhar para tras e dizer
foi dificil mais venci!!!
tenhO amigas com isso, e sofro so vendO ella “/
tenho bulimia ha quase 3 anos e sinto que estou mesmo a morrer..nao tenho forças pra mais nada, tenho que fingir ser uma pessoa que nao sou. NINGUEM neste mundo iria alguma vez desconfiar da minha doença, secalhar pq nao dao importancia a alguns comportamentos que eu tenho …ja pensei em suicidio, acabar com este sofrimento todo mas nao sou capaz, simplesmente nao posso fazer isso. Tenho medo que alguem descubra mas la no fundo queria que descobrissem..TOU FARTA
tenho tonturas, doi-me a cabeça tds os dias, tou fraca, sinto-me mais que morta ..sinto que nao vou durar muiro mais e o pior de tudo é que nao me importo e nao tenho medo…